Professor cabo-verdiano continua sendo o motor para o desenvolvimento do país – Siprofis

 

Cidade da Praia, 23 Abr (Inforpress) – O professor cabo-verdiano continua sendo o motor para o desenvolvimento do país, considerou o presidente do Sindicato dos Professores da ilha de Santiago (Siprofis), que alerta para que não se deixe que as pendências se amontoem.

Em declarações à Inforpress no âmbito do Dia do Professor Cabo-verdiano, que se comemora hoje, 23 de Abril, Abraão Borges, afirmou que o diálogo com o Governo tem sido “excelente” e ao “mais alto nível”, já que agora o Siprofis faz parte do Conselho Nacional da Educação, que antes era formado somente pelos dirigentes escolhidos pelo Ministério da Educação.

“O professor cabo-verdiano continua sendo o motor para o desenvolvimento do país, mas a nossa preocupação são as pendências que, até ao momento, já se resolveram várias, mas há que ter o cuidado com o amontoar de novas pendências que podem surgir”, afirmou, sublinhando que agora, tendo “voz” no conselho nacional, a situação deverá melhorar.

Segundo ele, haverá decisões que não serão tomadas “de cima para baixo”, mas sim, ouvindo os sindicatos que são “parceiros da educação e não opositores”, acrescentando que com o novo Governo, faltam por resolver 38% das pendências que existiam, nomeadamente reclassificações, progressões e subsídio por não redução da carga horária.

O presidente do Siprofis congratulou-se com o “grande ganho”, augurando que o Ministério da Educação continue a resolver as pendências dos professores para que os docentes e os sindicatos que os represente não fiquem sempre “a correr atrás do prejuízo”.

“Quando se resolve um problema e aparece outro, quer dizer que as pendências continuam, por exemplo, a situação no Estatuto de Carreira do Pessoal Docente, em que traz novos moldes de executar o subsídio por não redução da carga horária, que ainda não aconteceu”, apontou, apelando ao Governo a fazer funcionar o mesmo.

Em relação às progressões, Abraão Borges exorta que as mesmas sejam feitas no sentido de “não haver injustiças” para com aqueles que nunca progrediram ou foram promovidos, visto que em Cabo Verde “nunca houve promoção”, a não ser para os dirigentes que são escolhidos pelos governantes e não pelos professores.

O Dia do Professor Cabo-verdiano, que coincide com o Dia Mundial do Livro, foi estabelecido em homenagem ao Baltasar Lopes da Silva, um dos romancistas mais lido do país com a obra Chiquinho de 1947, nascido a 23 de Abril de 1907, no Caleijão, ilha de São Nicolau.

DR/ZS

Inforpress/Fim

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