Produção das estatísticas é uma das mais importantes missões do Estado – governante                         

Cidade da Praia, 15 Nov (Inforpress) – O secretário de Estado das Finanças, Alcindo Mota, considerou hoje a produção das estatísticas oficiais necessária para o conhecimento, decisão e exercício da cidadania e como “uma das mais importantes missões” do Estado.

O governante falava na abertura do ateliê de apresentação dos temas do V Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH-2021), organizado pelo INE, na Escola de Hotelaria e Turismo.

“Temos um percurso de 26 anos de reformas e da afirmação do sistema estatístico nacional em que as estatísticas oficias contribuam para o reforço do conhecimento da realidade, a identificação dos problemas e, sobretudo, das potencialidades para a nossa notoriedade a nível internacional e o reforço do planeamento a nível central, sectorial e local”, disse, realçando ainda a sua importância a nível social e político.

O secretário de Estado das Finanças, que considerou o Censo de 2021 como importante, defendeu que a análise dos dados acrescenta valores que permitem saber-se da dimensão e  localização das tendências e das dimensões do desenvolvimento.

“A análise da situação das crianças é essencial para o reforço do conhecimento do contexto socioeconómico e familiar onde nascem e crescem (…) a análise das migrações informa sobre o volume determinante dos fluxos migratórios e o nível de atração das ilhas se concelhos (…)”, explicou.

Conforme, Alcindo Mota a análise da população permite aferir sobre o avanço e transição demográfica e as tendências das populações jovem e idosa, assim como a da população jovem e trabalho permite conhecer determinantes sobre exclusão dos jovens a dinâmica formativa e inserção no mercado de trabalho.

Segundo a mesma fonte, esta análise permitirá às autoridades nacionais a adoção de políticas públicas e o planeamento estratégico, por forma a preparar o País para o envelhecimento da população e respostas dos sistemas de saúde, entre outros.

Lembrou ainda que com a realização do IDRF pelo INE, o Governo irá ter “informações essenciais” para o conhecimento da população que ficou ou corre o risco de ficar para trás, e, sobretudo, para o planeamento do desenvolvimento municipal e acções para combater a pobreza extrema.

Por sua vez, o presidente do INE, João de Pina, salientou a importância de se analisar o Censo 2021 por temas, alegando tratar-se de uma “etapa relevante” para o V recenseamento da população.

“Cabo Verde é um país global que recebe emigrantes, mas cuja população também sai, o que tem impacto no total da população residente. No que se relaciona com o emprego notamos a diminuição da taxa de desemprego”, frisou, indicando os fenómenos sociais, de emigração e da taxa de natalidade como os responsáveis pela diminuição da população.

De acordo com os dados do censo 2021, a população residente é de 491.233 indivíduos, sendo um pouco mais da metade do sexo masculino, representando 52,0 por cento (%), e quando analisados a nível dos concelhos, depara-se que apenas os da ilha de Santiago tem mais mulheres do que homens.

A taxa de analfabetismo baixou significativamente a nível nacional, registrando uma diminuição de 06 pontos percentuais, o que significa um ganho, conforme dados do Censo 2021.

Para além da apresentação do relatório temático, o consultor e especialista em demografia Kaizô Beltrão referiu-se sobre os resultados do Censo 2021 e seus impactos nos indicadores demográficos e sociais do País.

PC/AA

Inforpress/Fim

 

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos