Educação: Sindprof ausculta problemas da classe docente da ilha de Santiago (c/áudio)

Assomada, 26 Jan (Inforpress) – A Sindprof manteve, durante esta semana, um encontro com os professores dos concelhos de Santa Catarina, São Domingos e do Tarrafal, visando auscultar as principais preocupações que afligem a classe docente na ilha de Santiago.

Em declarações à Inforpress, a presidente do Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof), Lígia Herbert, explicou que esses encontros com professores do ensino básico e secundário objectivou auscultar os seus problemas, apresentar o sindicato e, acima de tudo, dar-lhes a conhecer o estatuto, bem como as fragilidades do documento e o porquê de estarem a pedir a sua renegociação.

Entre as principais preocupações apresentadas pelos professores destaca-se a reclassificação dos com licenciatura, salário precário e sem poder de compra, redução do subsídio pela não redução da carga horária, sendo que de 2012 já saiu e uma metade de 2013, e colocação dos professores.

Esses “grandes problemas”, que vão ser levados à tutela, segundo a mesma fonte, “são idênticos” em todos os municípios visitados esta semana (São Domingos, Tarrafal e Santa Catarina) e em todas as outras ilhas e concelhos do país.

Sobre a colocação dos professores, aquele dirigente sindical instou o Ministério da Educação a ver esta questão, advertindo que o mesmo tutela a Família e Inclusão Social para se evitar a “dissolução de famílias”.

Relativamente à licenciatura exigida no estatuto do corpo docente, segundo ela, apesar de muitos já a terem concluído, ainda não foram reclassificados, mas no entanto, fez saber que nem todos têm condições para fazê-la, tendo em conta que ainda não auferem de um “salário condigno”.

A este propósito, pediu “maior atenção” aos professores que fizeram o IP (Instituto Pedagógico), tendo em conta que muitos ainda estão na categoria de 1 a 4 C com um salário que “quase se aproxima ao do salário mínimo nacional” que não os vai permitir fazer a licenciatura exigida no novo estatuto, que aliás, lembrou, a Sindprof vai pedir a sua renegociação.

“É preciso que se crie condições para que os professores possam estudar”, lançou, propondo a criação de bolsas de estudo para que estes possam completar os estudos, tendo lembrando que o salário de muitos não serve nem para a alimentação e para pagar os custos diários que têm.

No caso de Santiago Norte, contrariamente aos da ilha Brava, ajuntou, apesar de existir um pólo da Universidade de Cabo Verde, muitos não estão a estudar por causa do salário que auferem actualmente, tendo pedido o empoderamento dos mesmos para que possam tirar uma licenciatura exigida pelo estatuto.

Na ocasião, Lígia Herbert informou que apesar de todos esses problemas apontados pelos professores, deparam ainda com o problema do concurso que, mesmo com nota de 11, 11,5 e 12, muitos candidatos foram reprovados, sendo que a nota positiva a nível nacional é 10.

Revelou que, mesmo tendo sido excluídos, tendo em conta que o Ministério da Educação precisa de professores contratou os que excluiu por três meses, um contrato que a Sindprof considera de “precário”.

“O professor não presta serviço, o professor exerce uma actividade laboral. É preciso que o Ministério da Educação saiba que Dezembro, Janeiro e Fevereiro atirar novamente o professor para o concurso, porque foi excluído, mesmo tirando nota positiva e mesmo tendo vaga, é gravíssima essa situação”, enfatizou.

FM/ZS

Inforpress/Fim

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