Pró Empresa é mais um espaço de dinamização do sector privado – ministro

 

Cidade da Praia, 27 Jun (Inforpress) – O ministro da Economia e Emprego, José da Silva Gonçalves, disse hoje que a Pró Empresa é mais um instrumento criado pelo Governo para a dinamização do sector privado em Cabo Verde.

José Gonçalves, que falava na cerimónia de empossamento dos membros do Conselho Directivo da Pró Empresa, constituído por Micas Prazeres, Mónica Barbosa Vicente e Marco Aguiar, avançou ainda que a instituição irá trabalhar com “programas específicos” para responder às demandas cabo-verdianas no sector.

“É um instituto de promoção das empresas nacionais, uma janela virada para os MPME, que de melhor forma irá materializar o programa do governo para atender as várias áreas e clientelas”, explicou.

Segundo o ministro, que espera uma “boa execução” dos empossados, para além da instituição serão ainda criados outros “complementos importantes” para o desempenho da Pró Empresa relacionados com a criação da Prócapital, para atender ao capital de risco, e a Prógarante, que será a garantia.

Ao todo, sublinhou, são três entidades que irão trabalhar de mãos dadas para dinamizar o investimento privado nacional de micro, pequena e média empresas (MPME).

Para Marco Aguiar, que falou em nome dos colegas empossados, a intenção é cumprir com “transparência” os objectivos que espelha o programa do Governo e evidencia a aproximação do investimento privado, a diversificação da economia e a criação de postos de trabalho.

“O diagnóstico actual da economia cabo-verdiana, efectuada por várias entidades, constatam que as empresas do país funcionam em contexto de constrangimentos e estagnação, pelo que é preciso haver acesso a financiamento para a dinamização do sector”, afirmou.

Marco Aguiar, que considerou que o país possui “enormes potencialidades” em sectores ligados a energias renováveis, turismo e as tecnologias de informação e comunicação, considerou que para avançar é preciso que sejam criadas condições organizativas, processuais e competitivas para que as MPME possam desempenhar o seu papel no crescimento da economia cabo-verdiana.

A responsabilidade da missão, lembrou, está intrinsecamente ligada ao facto de que a economia de Cabo Verde seja maioritariamente composta por MPME, que representam 98% do tecido empresarial, e consideradas alternativas ao emprego com geração de 48% de posto de trabalho no país.

Ainda aquele membro do conselho directivo da Pró Empresa, o desafio será maior quando confrontado com o sector informal, que representa 12% do PIB e movimenta mais de 17 mil contos, e a promoção do empresariado jovem.

O Instituto de Apoio e Promoção Empresarial, designada Pró Empresa, foi criado pelo Governo, para funcionar como um instituto público cuja missão é promover, facilitar e acompanhar o investimento privado nacional de micro, pequena e média empresas (MPME) em todos os sectores da economia nacional.

A sua acção será através da implementação de um conjunto de reformas que “irão fazer crescer o sector privado gerando riqueza, emprego e receitas”, que financiarão o “desenvolvimento sustentável” da nação.

A nova orgânica do Ministério da Economia e Emprego abrange 11 sectores e subsectores na administração directa, para além de vários organismos da administração indireta e da administração autónoma sob sua tutela.

PC

Inforpress/Fim

 

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