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Privado, UNTC-CS e CCSL “satisfeitos” com roteiro para a construção da visão de Cabo Verde para 2030 (c/video)

Cidade da Praia, 18 Fev (Inforpress) – Os representantes do privado, da CCSL e da UNTC-CS manifestaram-se hoje satisfeitos com o roteiro para a construção da visão do país para 2030 alegando que o desenvolvimento só será possível com a execução dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Em declarações à imprensa, após a reunião do Conselho da Concertação Social, o representante do sector privado, José Luís Neves, adiantou que para o sector o futuro e o cumprimento dos ODS passarão, fundamentalmente, pela construção de empresas sustentáveis no ponto de vista económico e financeiro, mas também ambiental e responsabilidade social.

Quanto ao emprego jovem, congratulou-se com a decisão do Governo e o debate, quarta-feira, na Assembleia Nacional, da proposta de lei que prepõe a reactivação do Observatório do Emprego, agora designado Observatório do Mercado de Trabalho.

O presidente da Confederação Cabo-Verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL), José Manuel Vaz, considerou o debate do tema hoje levado à reunião da Concertação Social “positivo” por achar tratar-se de um documento abrangente no que toca aos sectores do desenvolvimento económico e social do país.

“Tendo em consideração que foi uma primeira apresentação, patenteamos proposta no sentido de que, em outros debates sobre o documento, fossem envolvidos sindicatos de outros sectores”, disse.

Quanto a proposta para a criação de um Observatório do Mercado de Trabalho, Manuel Vaz considerou-a positiva, visto que irá permitir aos parceiros a terem uma noção exacta e científica do mercado de trabalho no país.

Para a secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS), Joaquina Almeida, o balanço é “positivo” tendo em consideração que a ordem do dia foi a apresentação da agenda de estratégia do desenvolvimento sustentável 2030.

“Demos o nosso aval positivo porque tratava-se de uma primeira fase, um roteiro, que virá de novo à concertação social para debate. A par disso, nós estávamos esperançados que o Governo trazia à negociação alguma coisa para os trabalhadores devido as manifestações feitas em Janeiro”, disse.

Quanto as revendições dos trabalhadores para a reposição do poder de compra, Joaquina Almeida adiantou que a UNTC-CS não irá baixar as mãos e que a central sindical irá continuar a lutar contra injustiça social, precaridade laboral, discriminação laboral, entre outros assuntos.

Face ao Observatório do Mercado de Trabalho realçou que a UNTC-CS deu o seu aval positivo, pois, entende tratar-se de uma “boa medida” e, pelo facto de situar-se no Conselho Económico Social e Ambiental, um órgão constitucional criado em 2014.

O roteiro para a construção da visão de Cabo Verde para 2030 e que alinha com os ODSvai ser apresentado nos próximos dias ao Conselho de Ministros para apreciação e aprovação final, segundo ministro das Finanças.

 

PC/CP

Inforpress/Fim

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