Primeiro-ministro reforça engajamento do Governo no desenvolvimento institucional da Polícia Nacional

Cidade da Praia, 15 Nov (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, reforçou hoje o engajamento do Governo com o desenvolvimento institucional da Polícia Nacional (PN), realçando que nos últimos anos houve ganhos evidentes a nível do quadro salarial, dentre outros.

No rol dos ganhos, o primeiro-ministro, que discursava nas comemorações dos 152 anos da Polícia Nacional, comemorados hoje, falou também no aumento de efectivos, da formação, de meios, equipamentos e instalações.

“Vamos continuar a cumprir e a reforçar. O ministro da Administração Interna é vossa tutela, mas vocês têm a advocacia do primeiro-ministro que, a nível do Governo, tem tido particular atenção à necessidade de dotar de recursos, motivar e criar as melhores condições para o desempenho da vossa função”, disse aos presentes na cerimónia que aconteceu no Salão Nobre da Assembleia Nacional.

Ulisses Correia e Silva realçou ainda que, embora se esteja a viver momentos difíceis, o Governo que dirige não deixou de colocar a segurança como prioridade.

“Vamos continuar a cumprir os nossos compromissos com as promoções, progressões e a última etapa do reajustamento salarial que falta concluir, assim como continuar a investir em equipamentos, meios, instalações e reforçar aquilo que nos últimos tempos a polícia tem estado a fazer e com muita determinação”, garantiu.

O Chefe do Governo falou ainda em apostar cada vez mais na transformação digital, utilizando tecnologias e meios que possam dar, cada vez mais, melhores condições de eficiência e eficácia nas acções da PN.

“A segurança em Cabo Verde é segurança de pessoas e bens, é segurança marítima, é segurança rodoviária, aérea e chamo aqui atenção particular para a segurança marítima.  Nós somos muito mais mar do que terra, os nossos grandes desafios e as nossas grandes oportunidades estão no mar e louvamos também todo o trabalho que a Polícia Nacional tem desenvolvido nesta área”, completou.

Ulisses Correia e Silva disse também que tem havido “uma evolução favorável” dos indicadores de segurança em Cabo Verde.

“As ocorrências criminais existem e em nenhuma parte do mundo deixou de existir, não é uma questão de constatação é uma questão de realidade que nos obriga a ser cada vez mais fortes, eficientes, eficazes no combate ao crime”, frisou.

Prosseguindo, o primeiro-ministro disse que tem havido um forte combate com resultados, mais operações especiais, mais apreensões de armas e mais criminosos presos.

“Há, claramente, maior eficácia da acção policial, acção judicial e redução do sentimento de impunidade que é o pior que pode acontecer numa sociedade (…) a impunidade não poderá ser tolerada nem premiada”, defendeu.

No estrito respeito pela separação de poderes e independência dos órgãos judiciais, acrescentou, a Justiça e as polícias têm uma missão comum de combate à criminalidade no quadro do Estado de Direito.

“Reconheço a boa colaboração que tem havido, nomeadamente, nas operações especiais”, disse.

Ulisses Correia e Silva afirmou também que há várias dimensões na segurança e que nenhuma delas deve ser fraca.

A dimensão policial e judicial… quem comete crime será apanhado e punido, as policias nacional e judiciária têm de ter braços longos para apanhar o criminoso onde ele estiver, a justiça mão pesada nos termos da lei e da Constituição da República”, defendeu.

Ulisses Correia e Silva falou ainda na dimensão social e espacial que, no seu ponto de vista, é “importantíssima”.

“A responsabilidade individual, colectiva e familiar, o aumento do capital social na comunidade, a criação de oportunidades de emprego, do rendimento e ocupação para os jovens e a própria organização espacial dos bairros são dimensões importantíssimas”, completou.

O Chefe do Executivo rematou ainda que é pela prevenção e pela transformação social, de médio e longo prazos, que se está a reforçar as políticas e os investimentos na coesão e inclusão social, na educação, na formação, no empreendedorismo, rendimentos, igualdade e equidade do género, habitação e requalificação dos bairros.

“É para evitar reincidências, recuperar o homem e criar novas oportunidades aos cidadãos que reforçamos o investimento e acção da reinserção social e económica dos reclusos e ex-presos”, disse.

GSF/HF

Inforpress/Fim

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