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Primeiro-ministro reconhece “bom trabalho” da Universidade de Cabo Verde no domínio do ensino

Cidade da Praia, 08 Out (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, reconheceu hoje o “bom trabalho” que a Universidade de Cabo Verde tem feito no domínio do ensino e prometeu apoios que se mostrarem necessários.

“Gostaria de reconhecer o bom trabalho que a Universidade de Cabo Verde tem feito e poucos conhecem que esta história vem de longe, ou seja, praticamente, do período da nossa Independência”, disse o chefe do Governo, lembrando que a Uni-CV começou com a introdução do curso superior no País na década de 70, ou seja, poucos anos depois de o arquipélago se tornar independente.

O primeiro-ministro fez essas considerações ao presidir à cerimónia de abertura do ano académico 2021/2022 na Universidade de Cabo Verde, que ocorreu no Campus do Palmarejo Grande, Praia.

“O Campus Universitário que hoje está a receber os alunos representa, de facto, um salto qualitativo muito grande e estou convencido que está à dimensão daquilo que é o desafio de Cabo Verde”, apontou o chefe do Governo.

Referiu-se, igualmente, à problemática da sustentabilidade das universidades cabo-verdiana, em ordem a uma “educação de excelência” e, por isso, quer despoletar um diálogo no sentido do financiamento.

“O capital humano é considerado o principal acelerador do desenvolvimento sustentável de Cabo Verde no horizonte 2030”, destacou o primeiro-ministro e, neste contexto, disse, é necessário “reforçar a aposta na formação, capacitação e valorização dos recursos humanos”.

Para Ulisses Correia e Silva, o Governo encara a educação como o investimento “mais importante” de Cabo Verde.

“De 2016 a 2020, investimos em média 5% (por cento) do PIB [Produto Interno Bruto] em educação”, indicou, acrescentando que têm sido implementadas medidas para a “boa governação do Sistema Educativo, fortalecendo a gestão descentralizada”.

Considerou que o Governo tem feito um “grande esforço” para que haja uma educação efectivamente inclusiva.

“Procedemos à universalização e a qualificação do ensino pré-escolar, implementamos o acesso e frequência gratuitos ao ensino básico e secundário, alargamos a acção social escolar e melhoramos a política de atribuição de bolsas de estudos para o ensino superior”, assegurou, acrescentando que a qualidade do sistema de ensino cultiva-se desde muito cedo, o que exige e, por isso, uma “particular atenção”, que tem sido dada. Reconheceu, ao ensino básico e secundário.

Anunciou que estão em curso reformas no ensino secundário para alinhar o sistema educativo cabo-verdiano com os padrões de qualidade dos sistemas educativos de países mais avançados, nomeadamente da “Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Está em curso a perspectiva de reforma e de expansão do ensino técnico, focalizado na área económica relevante para o desenvolvimento regional e do País”, frisou.

No que tange a reformas do ensino superior, Correia e Silva apontou que já estão a ser introduzidas, estando previstas algumas, visando especializar as universidades publicas por áreas complementares concentradas em cada instituição e fomentar o alinhamento das ofertas de formação superior com as estratégias do desenvolvimento nacional.

Quer ainda um novo modelo de governança das universidades públicas, com a participação de entidades exteriores, provindos dos meios social e empresarial.

“Temos o compromisso firme de no ano lectivo 2022/2023 disponibilizar a oferta de ensino superior no Fogo e em Santo Antão, aproveitando as especificidades de uma das ilhas”, admitiu Ulisses Correia e Silva, acrescentando que a transformação digital e a parceria académica poderão fazer chegar o ensino superior a todas as ilhas.

LC/JMV
Inforpress/Fim

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