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Primeiro-ministro quer Centro de Formação de referência regional no sector agrícola em Santa Cruz

 

Pedra Badejo, 25 Jul (Inforpress) – O primeiro-ministro manifestou hoje o seu entusiasmo em ter um Centro de Formação de referência regional no sector agrícola, em Santa Cruz, município do interior de Santiago que hoje comemora o dia do seu santo padroeiro.

Ulisses Correia e Silva manifestou essa intenção quando presidia ao acto de inauguração das obras de ampliação do Centro de Saúde de Santa Cruz, que custaram 104.9333.654 escudos, na presenta o edil Carlos Silva, do ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, tendo realçado o engajamento do Governo em colaborar com o município no seu processo de desenvolvimento.

Segundo o primeiro-ministro, o concelho tem uma vocação “muito clara” na área da agricultura, motivo para que haja vontade para se introduzir a valência de formação profissional forte na vertente agrícola, agroalimentar e agroindustrial, mas lembrou que a “produção não é suficiente”.

“Aquilo que é o desafio conjunto da câmara e do Governo é colocar em Santa Cruz um Centro de Formação de referência no sector agrícola no concelho, porque as instalações e as condições existem, mas precisamos de agregar um plano curricular e meter conteúdos para produzir resultados”, frisou.

Ulisses Correia e Silva aproveitou a oportunidade para sublinhar a parceria que já existe entre o Governo e os municípios para a requalificação urbana, incluindo Santa Cruz, visto que, na sua opinião, um centro de cidade ganha valor se tiver um investimento público, associado ao investimento privado, ou seja, que o investimento privado seja atraído por uma forte requalificação urbana.

Em relação às obras do Centro de Saúde de Santa Cruz, o primeiro-ministro realçou que o sector da saúde é “fundamental e a sustentação de vida” e que o referido centro representa a ambição e visão, lembrando que o mesmo vai beneficiar a população de Santa Cruz e todos que acreditam no sucesso do concelho.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, Carlos Silva, classificou de “grande a obra” as instalações hoje inauguradas, garantindo que mais projectos no sector estão em curso no concelho, tendo em conta que o Ministério da Saúde vai começar as obras do posto de saúde de Cancelo, sendo que em Chã da Silva já está a funcionar e será construído outro em Achada Fazenda.

“Saúde não pára só nas infra-estruturas. É necessário também que profissionais estejam capacitados e motivados para prestarem um bom nível de cuidados de saúde aos munícipes. Estou certo que este centro de saúde vai servir outros concelhos, mas também, numa parceria muito estratégica, a autarquia quer levar cuidados de saúde às pessoas que não podem dirigir-se ao centro”, notou.

Ao usar da palavra no acto, a delegada de Saúde de Santa Cruz, Cláudia Silva, sustentou que as obras de ampliação do Centro de Saúde de Santa Cruz é uma infraestrutura há muito esperada, não só pela população local como também pelos colaboradores que no seu dia a dia vêm dando o seu melhor para a população local.

“É com muita satisfação que podemos dizer que o Centro de Saúde Reprodutiva tem o seu espaço próprio, visto que durante anos funcionou numa casa privada, mas a inauguração deste espaço espelha a luta e o engajamento contínuo do Sistema Nacional de Saúde de Cabo Verde em criar condições para se garantir um melhor atendimento à população e melhores condições de serviços aos nossos colaboradores”, disse.

O espaço tem uma sala de espera, quatro gabinetes, uma sala de reuniões, oito consultórios, duas salas de atendimento colectivo, uma sala de saúde reprodutiva, quatro salas de internamento com capacidade para 12 camas, parque de estacionamento, garagem, copa e lavandaria.

Em Santa Cruz 60,3% da população é pobre, no total de 26.276 habitantes que representam 8,8% da população da ilha de Santiago e 4,9% de Cabo Verde.

A taxa de desemprego é de 12,4% e tem 6.235 agregados familiares, dos quais, 76,2% têm acesso à electricidade, 52,4% tem casas de banho, 66,7% tem acesso à água canalizada, 48,7% usa gás para cozinhar, enquanto 48,1% usa lenha para cozinhar.

DR/FP

Inforpress/Fim

 

 

 

 

 

 

 

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