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Primeiro-ministro propõe grande discussão sobre sustentabilidade económica e financeira dos ensinos superiores

Cidade da Praia, 11 Out (Inforpress) – O primeiro-ministro apontou hoje, na Cidade da Praia, a necessidade de se fazer uma “grande discussão” à volta da sustentabilidade económica e financeira dos ensinos superiores em Cabo Verde.

Ulisses Correia e Silva fez estas declarações à imprensa à margem da visita que manteve na Uni-Piaget, no âmbito do início do novo ano académico 2021/2022, tendo avançado que o propósito é estabelecer contactos com as instituições de ensino superior, visando ter uma avaliação completa da sua situação, mormente dos problemas que têm a ver com a sustentabilidade económica e financeira, bem como levar temas importantes para discussão.

“(…) Esses debates têm a ver com a qualidade do ensino, inclusão no sistema de ensino, tem a ver com o alinhamento das instituições do ensino superior, os seus cursos, com a estratégia de desenvolvimento do País nomeadamente a agenda 2030”, sublinhou o chefe do Governo.

Nesta linha, observou Correia e Silva, quando a perspectiva é de longo prazo “depende muito” das qualificações e das alterações que o Governo faz no seu sistema, de forma a poder estar a “pilotar um processo de transformação”.

Indicou, igualmente, que estes debates têm a ver também com a necessidade de uma maior cooperação académica entre as instituições do ensino superior em Cabo Verde e uma atenção particular a todas as universidades, tanto privadas como públicas.

Porque conforme argumentou, todas as universidades desempenham um papel determinante não só na formação, mas no próprio processo de desenvolvimento, pelo que o Governo quer que esta união esteja cada vez “mais estreita”, no que diz respeito à capacidade, competências, inovação, investigação e desenvolvimento, para que o País possa dar saltos necessários, nos próximos tempos.

“A sustentabilidade é uma questão fundamental, diria que, a grande discussão que vamos ter de fazer nos próximos tempos para podermos melhorar os instrumentos e os mecanismos de intervenção, que tem a ver não só com o financiamento dos sistemas de bolsas de estudo, do financiamento do sistema de ensino superior, mas tem a ver também com a prestação de serviços que as universidades e instituições de ensino superior podem fazer para não viver apenas de propinas”, sustentou o primeiro-ministro.

Conforme acrescentou, são um conjunto de condições que podem também levar à subsidiação em tudo o que seja área de investigação e desenvolvimento, que é do interesse do Estado, e deve ter políticas públicas por detrás.

Portanto, frisou Ulisses Correia e Silva, o Governo quer discutir e ter primeiro uma visão global de todo o sistema de ensino superior para depois ver como aprimorar e melhorar os instrumentos, quer fiscais, financeiros, de intervenção e criar mercado para que estas instituições que podem prestar serviços especializados, possam fazê-lo e sair “do sufoco”.

“Mas sair de sufoco tem de ser de forma estruturante para durar bom tempo. Vamos trabalhar em conjunto para podermos definir o melhor quadro de sustentabilidade futura e tendo em conta, particularmente, que esta pandemia colocou ainda condições de maiores dificuldades”, reforçou.

Por fim, o governante garantiu que o Governo está atento para aquilo que pode aportar e dar um “bom contributo”.

TC/HF

Inforpress/Fim

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