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Primeiro-ministro quer “voz forte, clara e unificada” da África sobre as mudanças climáticas (c/vídeo)

Santa Maria, 15 Set (Inforpress) –  O primeiro-ministro pediu hoje, na ilha do Sal, aos países africanos que constroem uma voz forte, clara e unificada da África sobre as mudanças climáticas para levar à COP-26 que acontecerá em Glasgow.

Ulisses Correia e Silva falava na abertura da 9ª conferência sobre as Mudanças Climáticas em África, que acontece em Santa Maria, sob o lema “Uma transição justa para uma recuperação verde e azul resiliente”.

 Para o primeiro-ministro, o evento constitui, para os países africanos, “um importante passo em frente na preparação da 26ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP-26)”, prevista para acontecer de 31 de Outubro a 12 de Novembro na cidade escocesa de Glasgow, em que se deverá discutir os próximos passos para a completa implementação do Acordo de Paris.

“Deveremos aproveitar o debate nesses dois dias na cidade de Santa Maria para prepararmos elementos de uma posição única africana. Constituir uma voz forte, clara e unificada em Glasgow, pois esta COP-26 só será um sucesso se a África estiver no centro das negociações”, pediu o primeiro-ministro.

Neste sentido, o primeiro-ministro lembrou que deve ser levado em conta o “papel importante” que o continente africano deve desempenhar nos esforços globais para “reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius”.

Segundo ele, também deve ser considerado o continente é “o que menos produz gases com efeito de estufa, mas sofre mais”, assim como a “massificação das energias renováveis, como oportunidade industrial e de criação de empregos, e a necessidade do financiamento para o desenvolvimento”.

“Perante a crise pandémica que o mundo vive, é preciso assegurar que a agenda de financiamento climático não fique prejudicada. O financiamento climático deve estar à altura dos desafios e o seu acesso mais facilitado através de canais bilaterais e multilaterais”, defendeu Ulisses Correia e Silva.

O primeiro-ministro defendeu também a necessidade de encarar com sentido de prioridade o alívio da dívida externa dos países em desenvolvimento e dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS).

“Muitos países ficaram mais endividados devido à grave contracção económica e às despesas extraordinárias para a protecção sanitária, económica e social derivadas da pandemia da covid- 19”, disse o primeiro-ministro, lembrando que esses países estão a ser confrontados com o triplo desafio de responder às crises pandémica e relançar as economias, alinhar respostas preventivas e de acção climática e investir em transformações estruturais que aumentem a resiliência”.

Concretamente sobre Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva sustentou que as mudanças climáticas “são uma ameaça real”,  por ser “um dos países mais vulneráveis aos impactos deste fenómeno, exposto a eventos extremos, como secas severas, chuvas intensas e irregulares, cheias, avanço do mar e erosão costeira”.

Por isso, defendeu que a estratégia para “aumentar a resiliência económica e ambiental do País é apostar na valorização dos recursos endógenos associados ao capital humano e à tecnologia”.

Segundo Ulisses Correia e Silva, isto passa por “transformar o sol e o vento em energia segura, eficiente e sustentável em mercados regulados, viabilizar a agricultura através da diversificação das fontes de irrigação e aproveitar os recursos do mar, desenvolvendo a economia azul”.

Participaram na abertura da 9ª conferência sobre as Mudanças Climáticas em África, presidida pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, a comissária da Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável (ARBE) e representante da Comissão da União Africana, Amb Josefa L. Sacko, a sub-secretária Geral das Nações Unidas e Secretária Executiva para a Comissão Económica em África, Vera Songwe, e o representante do Banco Africano de Desenvolvimento, Al-Hamdou Dorsuma.

CD/DR

Inforpress/Fim

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