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Primeiro-ministro faz balanço positivo do estado da Nação pré-covid-19 mas alerta que próximos tempos serão difíceis

Cidade da Praia, 31 Jul (Inforpress) – O primeiro-ministro, José Ulisses Correia e Silva, fez hoje, na Assembleia Nacional, um balanço positivo do “estado da Nação” no período pré-pandemia mas alertou que, em consequência da covid-19, “os próximos tempos serão difíceis em termos económicos e sociais”.

“Estamos perante a maior crise sanitária, económica e social de todos os tempos”, disse Ulisses Correia e Silva para definir a crise, “sem precedentes a nível mundial”, criada pela pandemia do novo coronavírus, que provoca a covid-19.

Segundo Ulisses Correia e Silva, a realidade que se vive, actualmente, no mundo é “marcada pela incerteza quanto ao comportamento da pandemia e ao ritmo da retoma económica e da vida social” e assumiu que “ninguém, no uso das suas faculdades de ‘bom-senso’, nega esta realidade e os impactos que ela tem sobre um pequeno País insular como Cabo Verde”.

Embora assumindo que “os próximos tempos serão difíceis em termos económicos e sociais”, Ulisses Correia e Silva garantiu que o seu Governo está “empenhado na gestão da crise” e a dar o máximo para responder à situação actual, mediante a implementação de “uma agenda forte em fase de construção e finalização, até Setembro, orientada para a aceleração das transformações estruturais que se deve adaptar ao novo contexto mundial, pós covid-19”.

O desenvolvimento do capital humano, a saúde e segurança sanitária, a transformação digital, a transição energética e a estratégia da água, o aproveitamento do potencial da economia azul, são as apostas de Ulisses Correia e Silva para posicionar Cabo Verde como uma economia do conhecimento, alinhada com as grandes tendências da economia verde, incluindo um turismo seguro do ponto de vista sanitário, e com maior efeito multiplicador sobre as economias locais.

“É com estas estratégias, incorporadas na agenda 20-30, que iremos convencer os credores internacionais e as instituições financeiras, da bondade da nossa proposta de alívio da dívida externa”, disse o primeiro-ministro explicando que isso permitirá “libertar recursos para o financiamento de investimentos estruturantes para o futuro”.

Mas os problemas não se resumem à pandemia da covid-19 e o primeiro-ministro lembrou que, dos quatro anos de governação, três foram de seca severa como não se vivia há 37 anos, “com impacto na queda da produção agrícola, no rendimento e no emprego nas zonas rurais do País, colocando seis municípios de Santiago e o norte da Boa Vista em situação de emergência hídrica”.

Segundo Ulisses Correia e Silva, foi necessário adoptar “medidas de emergência” que permitiram a manutenção e valorização do efectivo pecuário, a mobilização de mais água e gestão da sua escassez que permitiu manter a maior parte do regadio operacional além da criação de empregos públicos para criação de rendimentos para as famílias afectadas pela seca.

Apesar do “contexto difícil de três anos de seca e de maus anos agrícolas” Ulisses Correia e Silva apresentou aos deputados um país com “uma economia que fechou o ano 2019 com um crescimento de 5,7 por cento (%) num quadro de estabilidade macroeconómica e de confiança” e, adiantou o primeiro-ministro, “o crescimento do primeiro trimestre de 2020 confirma a tendência de um crescimento robusto que estava a caminho dos 7,0%.

“Este é um momento decisivo da Nação cabo-verdiana”, afirmou o chefe do Governo explicando que “não é um momento para a cedência a soluções fáceis, ao populismo ou ao bloqueio das condições face aos problemas, que são graves”, mas é um momento para responder “com verdade e realismo”, “é um momento difícil que tem que ser vencido do ponto de vista económico, sanitário e social”.

“Sabemos que agora o caminho é muito mais difícil, mais longo e mais duro”, declarou o primeiro-ministro que se manifestou confiante em que a Nação saberá “recuperar o caminho do progresso e do desenvolvimento, que estava a ser feito antes da pandemia, com muito mais força”.

“Não é com a força só do Governo mas de todos os cabo-verdianos”, afirmou o chefe do Executivo assumindo que será essa conjugação de esforços “que fará a diferença”.

HF/ZS

Inforpress/Fim

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