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Primeiro-ministro diz que é preciso empoderar famílias no combate à violência sexual contra crianças

Cidade da Praia, 17 Mar (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse hoje que é preciso “empoderar” as famílias, porque o combate contra a violência sexual contra as crianças exige todos os meios e instrumentos.

“A parte coerciva é importante, porque molda comportamentos e define limites e consequências, mas é preciso empoderar as famílias, reduzir as vulnerabilidades e fazer as reintegrações”, indicou o chefe do Governo.

Ulisses Correia e Silva fez essas considerações ao presidir à abertura de um evento na Cidade da Praia promovido pela associação de protecção às crianças desfavorecidas (Acrides) à volta do tema “violência sexual contra as crianças e o fluxo de atendimento para uma justiça adaptada à criança”.

“O Governo continuará a fazer o seu melhor e a criar as condições para a protecção da criança em Cabo Verde”, afirmou, acrescentando que “cada criança protegida em ambiente familiar e social saudável é uma mulher e homem de futuro para Cabo Vede”.

Reconheceu, contudo, que ainda há “muito por fazer no quadro da protecção das crianças, a começar, segundo ele, pelas instituições publicas que precisam de “mais recursos e meios” para este combate.

Para o primeiro-ministro, a mudança de um psicólogo que trabalha durante um ano ou seis meses para, no fim do estágio, entrar um outro, “às vezes provoca alteração na relação de confiança” entre o jovem ou criança que é acompanhada.

Assim, reiterou a vontade do seu executivo no sentido de trabalhar de “mãos dadas” com as instituições publicas e as organizações não-governamentais, com vista a fazer um “bom combate” contra a violação sexual das crianças.

Congratulou-se com a disponibilidade do Governo dos Estados Unidos de América em apoiar a iniciativa “Justiça amiga das crianças”, o que vai reduzir a exposição das vítimas e situação em que terão que depor na sequência dos julgamentos, além de criar uma relação de “maior confiança” das pessoas em relação à justiça.

O projecto “Justiça amiga da criança” é apoiado pela embaixada dos EUA, na Praia, no valor de 340 mil dólares.

Para o embaixador Jeff Daigle, esta é a intervenção “mais significativa” do seu país na área dos direitos humanos em Cabo Verde e, segundo ele, visa “proteger os mais vulneráveis da sociedade”.

Segundo a presidente da Acrides, Lourença Tavares, no quadro do projecto serão equipadas, inicialmente, quatro salas nas ilhas de Santiago, São Vicente, Sal e Boa Vista e as decorações estarão a cargo das próprias crianças.

Um estudo feito, em 2015, pelo Governo e o sistema das Nações Unidas apontou que no universo dos indivíduos vítimas de abuso e exploração sexual, 46% seriam crianças e adolescentes. No mesmo ano, o relatório anual do Departamento do Estado Americano referia que a prostituição infantil teria aumentado em Cabo Verde.

LC/HF

Inforpress/Fim

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