Primeiro-ministro diz que a contribuição dos jornalistas tem sido “determinante” no percurso da democracia no País (c/áudio)

Cidade da Praia, 08 Jan (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse hoje que a contribuição dos jornalistas e da comunicação social tem sido “determinante” no percurso da liberdade e de democracia em Cabo Verde.

Citando a Freedom House, o chefe do Governo sublinhou que hoje Cabo Verde é classificado como o País “mais livre da África” e a terceira democracia no continente.

“A liberdade de imprensa e o reforço de uma comunicação social pública plural, independente e responsável têm contribuído para a distinção de Cabo Verde na arena internacional e africana em termos de liberdade e democracia”, indicou o chefe do Governo, acrescentando que no mundo actual, onde muitos ruídos convergem e competem com a comunicação social credível, o papel da comunicação social pública é “determinante”.

Ulisses Correia e Silva fez essas considerações no acto da inauguração da Academia da Radiotelevisão Cabo-verdiana (RTC) e, segundo ele, a liderança da comunicação social pública tem sido “marcante”, convivendo e partilhando espaços com os privados.

“O Governo tem cumprido o seu programa, orientado para o reforço do pluralismo e independência da comunicação social pública”, acentuou Correia e Silva, destacando o novo estatuto da RTC e o Conselho Independente, que tem a incumbência de nomear o conselho de administração.

Para o primeiro-ministro, tem havido uma “intervenção positiva” em termos de capacitação profissional no sector da comunicação social, pelo que, sublinhou, a iniciativa da criação da Academia da RTC significa um “passo importante” na qualificação dos profissionais da comunicação cabo-verdiana.

No dizer do chefe do Executivo, a referida Academia é um projecto que demonstra a ambição do País em fazer coisas que ultrapassam a pequenez de Cabo Verde, enquanto território e enquanto população.

Por sua vez, o presidente do conselho de Administração da RTC, Policarpo Carvalho, admitiu que a referida Academia vai representar uma “inovação” que vai ao encontro do plano de negócios que a empresa prevê lançar ainda no decorrer do presente ano económico.

“A Academia irá dar formação para dentro na transmissão do conhecimento, mas também irá formar pessoas fora da empresa que queiram vir aqui aprender e tornar-se num bom profissional”, explicou.

Assegurou que foram já alocados três mil contos para o arranque da Academia que, de acordo com as suas palavras, já está “completamente montada”.

O conselho da Academia é presidido pelo jornalista Anatólio Lima que, em declarações à imprensa, explicou que a instituição vai dar uma “atenção particular” aos quadros da RTC nos diferentes sectores de produção noticiosa, mas que está também aberta ao público externo.

“A Academia estará aberta para outras instituições que pretendam reforçar a capacidade comunicativa dos seus técnicos em diferentes sectores”, revelou Anatólio Lima, acrescentando que há formandos que pagam e outros, cuja formação será suportada pelos parceiros.

Além de formação de curta duração, a Academia contempla também cursos profissionalizantes e vai receber formandos dos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP).

Na cerimónia de inauguração, a RTC assinou vários protocolos com instituições como o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), a Universidade de Santiago, o Centro de Energias Renováveis e Manutenção Industrial (CERMI) e Instituto Politécnico Democracia e Desenvolvimento (IPDD).

LC/DR

Inforpress/Fim

 

 

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