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Primeiro-ministro descarta estado de emergência devido a “consequências económicas e sociais” (c/áudio)

Cidade da Praia,  20 Abr (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, descartou hoje a hipótese de pedir ao Presidente da República para decretar o estado de emergência, porque tal, referiu, pressupõe “consequências económicas e sociais”, nomeadamente encerramento de serviços e de empresas.

Para o chefe do Governo, o estado de emergência  “pressupõe ainda criação de condições que vão dificultar ainda mais a vida das pessoas”.

Informou que o ministro da Administração Interna vai coordenar esta quarta-feira uma reunião sobre as acções de fiscalização e passar directrizes no sentido de “assegurar o uso de máscaras”.

“Vamos realizar uma reunião amanhã [quarta-feira, 21,] que será coordenada pelo ministro de Administração Interna sobre as acções de fiscalização e para passar directrizes  à Polícia Nacional, IGAE [Inspecção Geral de Actividades Económicas], Protecção Civil e a Direcção Nacional da Saúde, essencialmente no sentido de assegurar o uso de máscaras”, precisou o chefe do Governo.

O primeiro-ministro fez essas considerações, em conferência de imprensa, depois de se ter reunido, hoje, o Gabinete de Crise, em que alguns membros, por se encontrarem fora da Cidade da Praia, participaram através da plataforma digital.

Para Correia e Silva, tem havido um “certo relaxamento” no uso do referido material de protecção, por parte dos serviços de atendimento, quer  públicos, quer  privados.

Segundo ele, as acções têm que ser “proactivas e pedagógicas”, mas também com “alguma determinação” para que se passe a fazer o uso de máscaras, além de evitar “muitas aglomerações”.

“Estamos na linha de aumentar a vacinação, os profissionais de saúde já foram grande parte vacinados e já começamos com os idosos”, destacou o primeiro-ministro, para quem o Governo está a fazer um “grande esforço” para o País dispor de mais  stocks de vacinas, que, sublinhou,   é um “instrumento mais poderoso e mais eficaz”  de combate à covid-19.

Na sua perspectiva, enquanto não houver vacinas suficientes, a acção de  prevenção deve continuar a ser promovida.

Asseverou, por outro lado, que é preciso “reforçar” o nível de comunicação, através da rádio, da televisão e das comunidades porque, justificou, “as pessoas informadas passam a prestar muito mais atenção à necessidade de protecção”.

Espera, entretanto, que haja  uma “resposta positiva”  por parte dos cidadãos para um “bom combate” à covid-19.

Instado se será coerente o Governo vir pedir aos cabo-verdianos para evitarem aglomerações, quando durante as recentes campanhas eleitorais, Ulisses Correia e Silva afirmou: “A campanha eleitoral pressupõe deixar funcionar a democracia. Em campanha eleitoral é difícil evitar aglomerações. Temos responsabilidade de governar o País. Não podemos ficar condicionados àquilo que aconteceu na campanha eleitoral. A responsabilidade primeira é com a saúde e com a vida”.

Diante da insistência dos jornalistas onde pára a coerência, Correia e Silva respondeu nesses termos: “A coerência é com a protecção. Não foi o Governo que esteve em campanha. Foram os partidos políticos, todos. E sabemos as dificuldades que existem relativamente à contenção [relativamente às aglomerações] ”.

“Não se pode fazer leituras lineares. Não há nenhuma evidência de que o numero de casos [de covid-19] se deve, neste momento, às campanhas eleitorais”, realçou, para depois argumentar que antes das legislativas já havia uma “tendência de crescimento [no País],  assim como tem estado a acontecer em vários países do mundo”.

Admitiu, porém, que as campanhas eleitorais podem ter contribuído para o aparecimento de mais casos de infecções pela covid-19.

Entretanto, antes de reunir o Gabinete de Crise,  para analisar a situação epidemiológica do País, Correia e Silva  encontrou-se com o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca,  com a situação da pandemia da covid-19 no centro da agenda.

Trata-se do primeiro encontro entre o chefe de Estado e Ulisses Correia e Silva, que venceu as eleições legislativas do passado domingo, 18.

LC/AA

Inforpress/Fim

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