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Primeiro-ministro belga anuncia demissão

Bruxelas, 18 Dez (Inforpress) – O primeiro-ministro belga, Charles Michel, anunciou hoje a sua demissão, no parlamento, depois de ter sido ignorado o seu apelo para que ministros nacionalistas flamengos renunciassem aos pedidos de demissão que apresentaram.

A decisão de Michel foi tomada nove dias depois de os ministros flamengos se terem demitido do seu governo de centro-direita, pelo apoio da Bélgica ao pacto mundial da Organização das Nações Unidas para as migrações.

A decisão foi anunciada depois de um debate parlamentar, no qual pediu o apoio da oposição para continuar a governar.

Este apelo “não foi ouvido”, deplorou o primeiro-ministro, após uma suspensão da sessão, enquanto socialistas e ecologistas anunciavam a apresentação de uma moção para o derrube do governo.

“Tomo assim a decisão de apresentar a minha demissão e a minha intenção é de reunir com o rei imediatamente”, declarou o dirigente liberal francófono, que dirigia o executivo desde Outubro de 2014.

Desde que os nacionalistas flamengos saíram do governo, em 09 de Dezembro, Charles Michel dirigia um governo minoritário na Câmara dos Deputados.

O partido flamengo, dirigido pelo presidente da autarquia de Antuérpia, Bart De Wever, tinha apresentado condições para continuar a apoiar o governo, que Michel considerou inaceitáveis.

“Constatei que foram apresentadas condições novas, que ameaçavam lançar o país para uma fuga em frente confederal e eleições antecipadas. Não aceitámos as condições”, afirmou hoje aos deputados.

O partido nacionalista flamengo N-VA, que é primeira força política no parlamento, com 31 deputados em 150, tinha retirado o seu apoio à coligação na véspera da deslocação de Charles Michel a Marraquexe, em Marrocos, a 10 de Dezembro, para aprovar o mencionado pacto da ONU sobre as migrações.

Apesar do seu carácter não-vinculativo, o documento da ONU foi recusado pelos nacionalistas flamengos, por considerarem que abre a porta a perdas de soberania dos Estados signatários na definição da sua política migratória.

Inforpress/Lusa

Fim

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