Primeiro-ministro anuncia reestruturação dos Correios de Cabo Verde para contornar os problemas financeiros da empresa

 

Porto Novo, 17 Ago (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva anunciou a partir de Santo Antão, onde se encontra de visita, que os Correios de Cabo Verde – que passam actualmente por “problemas financeiros e de sustentabilidade” -, vão ser reestruturados.

O chefe do executivo, que fez este anuncio durante um encontro com as forças vivas em Ribeira das Patas, reagia deste modo à reivindicação que lhe foi colocada sobre a necessidade de se reabrir a estação dos Correis de Cabo Verde nessa vila do interior do município do Porto Novo.

O presidente da Associação para o Desenvolvimento Integrado da Ribeira das Patas (ADIRP), Arlindo Delgado lembrou que essa localidade teve, desde a época colonial até 2013, uma estação dos Carreios de Cabo Verde, insistindo assim na necessidade de esta empresa reabrir esses serviços que, a seu ver, deixam “muita falta” aos utentes.

O próprio edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca, identificou a reabertura dos serviços dos Correios de Cabo Verde em Ribeira das Patas como sendo “um dos principais desafios” que se colocam à esta localidade, com estatuto de vila desde Junho de 2015.

Entretanto, o primeiro-ministro descartou por ora a reabertura da estação dos Correios em Ribeira das Patas, alegando a necessidade de se avançar com a reestruturação da empresa devido aos “problemas financeiros e de sustentabilidade” que enfrenta, neste momento.

Enquanto isso, o deputado do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição) Nuias Silva informou hoje, na Cidade da Praia, que os resultados dos Correios de Cabo Verde continuam a ser negativos, apesar de ter melhorado em relação ao ano anterior.

A constatação do parlamentar surge na sequência de um encontro dos deputados do PAICV, liderado pela presidente do Grupo Parlamentar, Janira Hopffer Almada, com o conselho de administração dos Correios de Cabo Verde, no âmbito da “responsabilidade de fiscalização às empresas públicas ou participadas do Estado”, conforme destacaram.

JM/FP

Inforpress/Fim

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