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Primeira-dama reconhece que a proposta de Lei da Paridade não vai ser um processo fácil

Cidade da Praia, 08 Out (Inforpress)- A primeira-dama, Lígia Fonseca, reconheceu hoje, na Cidade da Praia, que a proposta de Lei da Paridade não vai ser um processo fácil, sendo que a mesma vai exigir o compromisso e envolvimento de todos.

A constatação foi feita, esta tarde, por Lígia Fonseca, depois de receber em audiência uma missão de especialistas bolivianos que se encontra em Cabo Verde para ministrar uma formação sob o lema “O Papel preponderante dos Médias no Plano de Advocacy para a aprovação da Lei da Paridade, experiência da Bolívia”.

“O princípio da paridade vai exigir que nos mexamos em muita das nossas leis para que a paridade possa existir a todos os níveis. Não vai ser um processo fácil, e temos a consciência que vai exigir um compromisso grande, não só dos que fazem parte desta rede e estão directamente envolvidos”, admitiu

No seu entender, se os homens e mulheres se unirem por esta causa, juntos conseguem produzir leis mais justas, eficazes, mas também uma sociedade mais tranquila e com mais paz.

Para Lígia Fonseca, a sociedade cabo-verdiana tem de perceber dos ganhos que vão resultar desta participação equilibrada entre homens e mulheres nos processos de decisão, de governação e em todos os sectores da vida em sociedade.

A primeira-dama, que tem acompanhado de perto todo esse processo, assegurou que é muito interessante conhecer a experiência da Bolívia, que tem provas dadas nesta matéria, na participação política, social, económica e cultural da sociedade, e será uma mais valia para Cabo Verde ver como é que eles lidam com todas as questões que essa exigência da paridade coloca para que o país possa ter ideias e pistas de caminhos possíveis.

Para a presidente do Instituto Cabo-verdiano para Igualdade e Equidade do Género (ICIEG), Rosana Almeida, é fundamental informar e trabalhar com as Organizações Não Governamentais (ONG) e a sociedade civil que vão estar no terreno, mas também criar condições para que essa lei se efective e libertar as mulheres para que possam ocupar esses cargos.

“Se estamos a pedir salário igual para homens e mulheres e entre muitas outras coisas que promovam a igualdade, temos de ter planos de cuidados, plano de igualdade nas empresas entre varias outras acções que têm de ser trabalhadas para quando a lei for aprovada fazer com que a igualdade e a paridade se efectivem no terreno”, precisou.

Por outro lado, disse que é precisa saber como é que a questão do género está a ser tratada nas empresas em Cabo Verde, mas também realizar estudos para analisar a disparidade salarial no país.
“Esse trabalho vai ser feito pela ICIEG, com todo os parceiros, ao mesmo tempo que decorre um outro trabalho, mais a nível politico, que terá a liderança da Rede de Mulheres Parlamentares”, sublinhou.

AV/JMV

Inforpress/Fim

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