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Primeira-dama instiga autoridades a resolver casos das crianças desaparecidas

Cidade da Praia, 20 Nov (Inforpress) – A primeira-dama instigou hoje as autoridades a procurarem resolver casos de crianças desaparecidas como Filú e Nina, ao mesmo tempo que lamentou a morte da Edvânia, para que casos do géneros não voltem a acontecer no país.

Lígia Fonseca manifestou estas preocupações durante a abertura oficial do parlamento infanto-juvenil, tendo, também, exortado os pequenos parlamentares a proporem uma iniciativa que obriguee todas as entidades públicas a dar uma maior atenção às crianças e meninos de rua.

Madrinha de honra das Aldeias Infantis SOS, Lígia Fonseca apontou a pobreza como “o grande problema” que afecta o direito das crianças, ao mesmo tempo que elogiou a mensagem dos deputados infanto-juveins na adopção de medidas de proteção das famílias e do emprego.

Enalteceu a forma como as actividades comemorativas dos 30 anos da Convenção dos Direitos da Criança estão a ser assinaladas no país, como “um momento de reflexão de todo o percurso feitos por Cabo Verde desde a independência até hoje”.

Para Fonseca, as crianças têm direito a usufruírem dos ganhos conquistados por Cabo Verde, sobretudo em matéria de educação e da paz, pelo que aconselhou as crianças a viverem o presente e que os deputados “mirims” estabeleçam uma ligação para todas as vidas.

Por sua vez, a presidente do Instituto Cabo-verdiano da Criança e Adolescente aproveitou o momento para enaltecer o facto de Cabo Verde estar incluído na lista dos países que ractificaram a Convenção dos Direitos da Criança (CDC), o “tratado mais ractificado na história da Humanidade”, por 196 países, em 1991, e que entrou em vigor no Ordenamento Jurídico Nacional.

Maria Livramento Silva disse que Cabo Verde tem inscrito o seu nome em outras várias rectificações a nível da protecção das crianças, mas que os direitos destas crianças estão sendo violadas, ainda que a CDC tem “mudado completamente a vida das crianças”, ao deixarem de ser tratados como prioridades  dos pais para serem sujeitos de direitos.

O gestor do escritório conjunto do UNFPA, UNICEF e UNDP, Boubou Dramane, por seu lado, endereçou uma mensagem aos novos parlamentares no sentido estarem abertos ao mundo, a estudarem e a cultivarem as línguas.

Dramane saudou as crianças neste dia mundial em saudação aos 30 anos da Convenção dos Direitos das Crianças, realçando que grandes progressos já foram alcançados nestas décadas, mas aconselhou os governos para um maior investimento das crianças, virado, sobretudo para proporcionar os meios mais elementares como a direito á vida, a educação, a alimentação e a protecção.

SR/AA

Inforpress/Fim

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