Primeira-dama enaltece papel da mulher na gestão do ambiente

Cidade da Praia, 11 Mar (Inforpress) – A primeira-dama de Cabo Verde, Débora Katisa Carvalho, enalteceu hoje o papel da mulher cabo-verdiana na gestão do ambiente, defendendo que estas podem ser instrumentos transformadores de mudanças de comportamentos.

Débora Katisa Carvalho fez estas declarações à imprensa à margem de sua participação numa conversa aberta na Escola Secundária de Calabaceira, Cidade da Praia, subordinada ao tema “Mulher e a Preservação do Ambiente”, com alunos daquele estabelecimento de ensino.

“Queremos despertar nos jovens, o poder da acção da juventude. Tipicamente é um segmento muito activo e inovador, então, nós queremos ter jovens que participem na sociedade, na mudança de comportamento e nós precisamos mudar a nossa relação com a natureza, portanto, com o ambiente”, disse.

Relacionando o mês de Março com a mulher, Débora Katisa Carvalho afirmou que se pretende promover debates sobre o papel da mulher cabo-verdiana na gestão do ambiente e como é que estas podem ser instrumentos transformadores, destacando que cabe ao poder executivo criar condições para resolver a pobreza energética, que está na base da apanha de lenha e da areia, por exemplo.

“Em Cabo Verde a pobreza tem uma cara feminina, por causa da pobreza as mulheres utilizam em excesso os recursos da natureza, temos o exemplo da apanha da lenha, há um grupo que faz todo o processo de reflorestação, mas depois numa questão de pobreza energética, as mulheres acabam por recorrer à lenha”, completou.

Quanto à questão da apanha da areia, a primeira-dama afirmou que muitas vezes a mulher é apresentada como um agente negativo para a degradação ambiental.

“O que nós queremos trazer aqui é como é que a mulher pode ser este agente transformador. Cabo Verde tem um ecossistema ambiental, marítimo e terrestre bastante frágil, então nós temos também que levar isto em consideração e trabalhar para esta transformação”, defendeu.

Débora Katisa Carvalho ressaltou ainda a importância da iniciativa das mulheres e das comunidades, visto que cada comunidade sabe dos seus desafios e, de certa forma, sabe como poder resolvê-los.

“Neste momento nós queremos é ressaltar o papel da comunidade, da sociedade nesta transformação do ambiente cabo-verdiano que nós queremos”, pontuou.

CC/GSF//ZS

Inforpress/Fim

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