Primeira-dama enaltece evolução da Cenorf na prestação de melhor qualidade de vida de pessoas com necessidades especiais

Cidade da Praia, 07 Set (Inforpress) – A primeira-dama, Débora Carvalho, exaltou hoje a evolução do Centro Nacional Ortopédico e de Reabilitação Funcional (Cenorf), nos seus dezasseis anos de existência, em manter a diferença na qualidade de vida das pessoas com necessidades especiais ou limitações.

Esta consideração foi feita por Débora Carvalho no final de uma visita que efectuou hoje a este centro ortopédico, na Cidade da Praia, no âmbito da “Semana da Inclusão” que a mesma promove, tendo reconhecido a necessidade de mais recursos materiais.

“Eu já acompanho o Cenorf desde 2006 por questões profissionais e é muito interessante ver a sua evolução de 2006 até hoje, quase dezasseis anos passados, vemos uma mudança grande daquilo que são os recursos que hoje a Cenorf dispõe”, constatou.

Segundo acrescentou, com esta “grande” evolução hoje as crianças que nascerem com alguma má formação podem ter uma qualidade de vida graças ao papel da Cenorf que, considerou, precisa de apoios, sobretudo a nível da aquisição de materiais.

“O presidente do Cenorf teve a oportunidade de dizer que, quando criança, se tivesse tido uma Cenorf aqui em Cabo Verde, a sua condição física hoje seria diferente”, revelou a primeira-dama, indicando falta de recursos, dando como exemplo um técnico que sem nenhuma formação está a adaptar cadeiras de roda para crianças especiais.

“Portanto, continua sempre esta necessidade de mais recursos para capacitar, para adquirir os materiais, mas, é de felicitar toda a evolução nesses dezasseis anos de vida da Cenorf, na diferença na qualidade de vida que está a fazer na vida das pessoas portadoras de alguma necessidade”, louvou.

Por outro lado, reconheceu que Cabo Verde já evoluiu imenso a nível de todo o trabalho de legislação para garantir os direitos das pessoas com necessidades, nomeadamente a nível do ensino gratuito, do sistema de saúde, das taxas de isenção, das taxas moderadoras e do próprio comportamento da sociedade civil.

“Já temos pais e famílias que saem com as suas crianças, proporcionam momentos de socialização, de lazer, mas eu acho que ainda nos falta um longo caminho a fazer a nível da inclusão de todas as áreas da nossa sociedade, do sistema escolar, das igrejas e das empresas, instituições e espaços comerciais em adaptar espaços para os acolher”, advertiu.

O presidente da Federação Cabo-verdiana das Associações de Pessoas com Deficiência (FECAD), António Pedro Mello, por sua vez destacou a visita da primeira-dama, enquanto figura importante da República, que pode ajudar na procura de parcerias e na caminhada do Cenorf, que diz estar a precisar de parcerias.

“Hoje lutamos com muitas dificuldades, mas são dificuldades coroadas de sucesso, porque há muitos cabo-verdianos que hoje poderiam estar em casa no leito da sua cama, sem fazer nada, ou a espera da pensão do Governo ou mesmo de receber pequenas doações”, afirmou, salientando que essas pessoas são hoje membros activos da sociedade.

Segundo sublinhou, após tudo o que o mundo está a passar há mais miséria em Cabo Verde, principalmente nas pessoas com deficiência, e suas famílias, adiantando que muitas têm procurado esta associação para pedir cestas básicas, porque estão com fome.

ET/HF

Inforpress/Fim

 

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