Presidentes de Cabo Verde e de Portugal acreditam que os dois países podem abrir novos caminhos de cooperação

Lisboa, 28 Jul (Inforpress) – Os Presidentes da República de Cabo Verde, José Maria Neves, e o de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiram hoje em Lisboa que os dois países têm possibilidades de abrir novos caminhos de cooperação.

A declaração conjunta foi feita à imprensa, no final do encontro entre as delegações cabo-verdianas e portuguesas, que aconteceu no Palácio de Belém neste primeiro dia visita de quatro dias de José Maria Neves a Portugal, a convite do seu homólogo português, visando o reforço dos laços históricos, políticos, económicos e culturais entre os dois países.

Para o chefe de Estado de Cabo Verde, o arquipélago “é o que é hoje”, graças ao “enorme” contributo de Portugal, frisando que os dois países, que têm uma “forte convergência institucional” e que partilham os mesmos valores da democracia, da liberdade, do respeito pelos Direitos Humanos e de boa governança, têm cooperados em diferentes áreas “sensíveis”, como finanças, educação e saúde.

“Espero que com esta visita possamos abrir novos caminhos de cooperação que tem sido excelente, definirmos novas estratégias e na linha do nosso espírito inovador, criarmos condições para reforçarmos ainda mais as nossas relações, designadamente no domínio dos oceanos, da economia azul, transição digital, na telemedicina, na transição energética, ou seja, áreas em que Cabo Verde pode dar um enorme contributo”, sublinhou.

José Maria Neves sublinhou o facto de Cabo Verde ter uma grande comunidade em Portugal, lembrando que a diáspora tem dado um grande contributo para o desenvolvimento de Cabo Verde, não só nas remessas financeiras, admitindo que as relações entre cabo-verdianos e portugueses são “muito fortes e históricas”.

Na mesma linha de raciocínio, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa frisou que a visita do seu homólogo é “histórica”, porque os dois países têm “muito passado comum e muito futuro à frente”, com cooperação em todos os níveis, sem esquecer o último Programa Estratégico de Cooperação (PEC) que cobre todos os sectores da sociedade, nomeadamente saúde, educação, justiça, administração pública, segurança, defesa, entre outros.

“Estamos a viver um período problemático em termos financeiro a nível mundial e, por isso, continuaremos a trabalhar em conjunto no domínio económico, financeiro e social (…). Não é por acaso que Cabo Verde, na presidência da CPLP, lançou o acordo da mobilidade e nós fomos dos primeiros países a aplicar esse acordo e a preocupação é levarmos mais longe a nossa comunidade com circulação de pessoas”, disse.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, Cabo Verde e Portugal estão “unidos” no domínio de segurança, na ideia da valorização dos oceanos e pela economia azul, que “respeita a biodiversidade, que protege os oceanos, mas retira potencialidades e aí, vincou, os dois países podem ir mais longe, especificamente no domínio do digital e área energética.

Nesta primeira visita oficial de José Maria Neves a Portugal, como chefe de Estado, o antigo primeiro-ministro faz-se acompanhar de, entre outras personalidades, do ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, Rui Figueiredo Soares, do presidente da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde (ANMCV), Herménio Fernandes, e do embaixador de Cabo Verde, Eurico Monteiro.

Da parte da delegação portuguesa, estiveram presentes o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, o embaixador de Portugal em Cabo Verde, António Moniz, o secretário do Conselho de Defesa Nacional, João Vaz Antunes, a secretária do Conselho de Estado, Rita Magalhães Collaço, entre outros.

Antes do encontro entre as delegações, José Maria Neves e Débora Carvalho tiverem um encontro restrito com o Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, e assinou o Livro de Honra na Sala das Bicas do Palácio de Belém.

DR/ JMV

Inforpress/Fim

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