Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Presidente palestiniano recusa entrar para a História por “vender Jerusalém”

Cairo, 01 Fev (Inforpress) – O líder palestiniano, Mahmud Abbas, rejeitou hoje o plano do Presidente norte-americano para o conflito israelo-árabe, assegurando que não ficará na História por “vender Jerusalém”.

No início de uma sessão extraordinária da Liga Árabe na capital egípcia, Cairo, Abbas afirmou: “Não vou gravar (o meu nome) na minha história e na história da minha pátria como o que vendeu Jerusalém, porque Jerusalém não é minha, mas de todos”.

No plano de paz desenhado pela Casa Branca, a Cidade Santa é reconhecida como capital unida de Israel, apesar de Donald Trump ter explicado que os palestinianos podem estabelecer a capital do seu futuro estado nas imediações orientais da urbe, o que Abbas rejeitou categoricamente.

O Presidente palestiniano advertiu que o plano só lhes concede a zona de Abu Dis, um bairro deprimido no Leste de Jerusalém, a não toda a parte oriental da cidade, ocupada em 1967 e anexada em 1980 por Israel.

Abbas, também conhecido como Abu Mazen, sublinhou que os territórios de um futuro estado palestiniano, tal como prevê o plano de Trump, apenas representa 22% da “Palestina histórica”.

O líder palestiniano revelou perante os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países que integram a Liga Árabe que recusou receber uma cópia do plano e responder a uma chamada telefónica de Trump.

Ainda assim, lamentou que, desde que Washington começou a mediar a questão entre palestinianos e israelitas, não se tenha alcançado uma solução negociada e que ele próprio se reuniu com Trump quatro vezes, mas os encontros “não produziram qualquer resultado”.

Na sessão de hoje, Abbas expos a já conhecida postura dos dirigentes palestinianos sobre o plano e espera-se que a Liga Árabe tente alcançar um consenso entre os seus 22 membros, alguns dos quais consideraram positiva a proposta norte-americana.

Inforpress/Lusa

Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos