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Presidente do SNIAC propõe taxa social de Internet para combater fosso digital (c/áudio)

Mindelo, 17 Mai (Inforpress) – O presidente da Comissão de Implementação do Sistema Nacional de Identificação e Autenticação Civil (SNIAC) sugeriu hoje a criação de taxa social de Internet e da taxa de acesso a equipamentos para combater fosso digital em Cabo Verde.

Juvenal Pereira falava no ‘webinar’ sobre como “Combater o Fosso Digital para a Construção da Resiliência Social na Era Pós-Covid 19”, promovido pela Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME), no âmbito do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade de Informação que se celebra sob o lema “Acelerar a Transformação Digital em tempos Desafiadores”.

Para o presidente do SINIAC há necessidade de privilegiar o “acesso para todos” de uma forma “justa e equilibrada” para que se possa criar uma sociedade resiliente no pós-covid-192.

Exemplificando como o caso de Portugal, em que se criou taxas semelhantes, Juvenal Pereira defendeu que essa política poderá ser implementada em Cabo Verde, através do Cadastro Social Único, para as pessoas mais desfavorecidas, tal como se fez com a água e a electricidade.

Conforme revelou, olhando para a realidade do País, “ainda há muito a fazer” para se chegar à inclusão digital, sobretudo no meio rural, onde “63 por cento (%) das pessoas não têm acesso a computador, 2 a 29,6 % não possuem acesso a telemóveis e 20,2 a 29,1% não têm acesso à Internet”.

Sendo assim, defendeu, que é preciso definir políticas “assertivas e activas” para o combate à exclusão digital, privilegiando o acesso por parte de classes desfavorecidas, os chamados “info-pobres, e ajustando ou nivelando o acesso do meio rural em relação ao meio urbano”.

“Só teremos uma sociedade de informação quando formos capazes de reduzir para quase zero essas assimetrias que ainda existem em relação ao computador, telemóvel e internet”, reforçou, realçando que isso trará “consequências positivas” para a sociedade de informação e para a economia digital, que é um sector “estratégico” para um País “insular e pobre” como Cabo Verde.

“Conseguiremos chegar lá se formos capazes de equilibrar os fossos que existem. E, no que diz respeito ao ambiente digital, penso que isto vai até de acordo com o princípio fundamental de igualdade que está plasmado na nossa Constituição da República”.

No entanto, segundo Juvenal Pereira, Cabo Verde tem uma situação “reconfortante”, de acesso à Internet e a equipamentos “face à média mundial e em comparação com o contexto africano.

Mesmo assim, para ele, o fosso digital “é um problema muito sério que deve ser visto como um problema do Estado e da governação”, pelo que, defendeu que Cabo Verde deve ser mais ambicioso.

“Alguns países estão a crescer muito mais rapidamente do que nós e, se não formos ambiciosos, podemos daqui a pouco tempo ser ultrapassados. Basta olharmos para a performance de alguns países no contexto africano nos rankings”, alertou, realçando que se o País apostar nesta política de uma forma “planeada, estratégica e bem conseguida poderá conseguir resultados positivos até a nível do Produto Interno Bruto (PIB)”.

CD/CP

 Inforpress/Fim

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