Presidente do Siacsa posiciona-se contra o Orçamento do Estado para 2022

Cidade da Praia, 30 Nov (Inforpress) – O presidente do Sindicato de Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Serviços, Agricultura e Afins (Siacsa) manifestou-se hoje contra o Orçamento do Estado para 2022, porque, alegou, “deveria ser um orçamento com rosto voltado para aqueles que efectivamente trabalham”.

Gilberto Lima, que falava à imprensa, na Cidade da Praia, à margem da 8ª Assembleia Geral do Siacsa, que tem como lema “Mais justiça laboral, melhor respeito e dignidade para a classe trabalhadora e melhor salário”, realçou que o Orçamento do Estado para o próximo ano “não trouxe nada de novo” para os cabo-verdianos.

Segundo aquele sindicalista, os trabalhadores continuam sem a reposição do poder de compra, os membros do Conselho da Concertação Social “não chegaram a nenhum acordo em relação a esta matéria, sendo certo que estão a violar o princípio sagrado”.

“Nós, neste momento, estamos a atravessar um momento difícil, que nos empurra e briga com as condições de vida dos trabalhadores cabo-verdianos, nomeadamente no que tem a ver com o poder de compra dos trabalhadores, tendo em conta o baixo salário e os contratos precários que existem nos diversos segmentos das nossas economias”, explicou Lima.

Avançou que os preços dos bens de primeira necessidade aumentaram com advento da pandemia, considerando que também os produtos importados vieram com preços elevados.

Segundo ele, “as medidas assertivas” adoptadas pelo Governo “não foram concretizadas no País para se fazer face a este choque económico dos trabalhadores e dos seus familiares”.

“Nesta pandemia, não escapou ninguém, os sindicatos, por exemplo, têm sofrido na pele mais de qualquer um, porque, ao longo dos dois últimos anos, nós reduzimos as nossas receitas das quotas sindicais de 100% para 35%”, apontou.

O objectivo do Siacsa, admitiu, é a melhoria dos salários dos trabalhadores, com vista à reposição do poder de compra, devido à situação dos aumentos de bens de primeira necessidade, avançou que vão tratar das questões sócio-político laborais do País.

“Agora, com a retoma da economia, viemos a ter o problema do aumento dos preços dos bens e serviços que, a meu ver, deveriam ser mitigados com o reajuste salarial, a fim de fazer face a esta situação”, assegurou.

O dirigente sindical sublinhou ainda que o Siacsa “é o único sindicato com os congressos e assembleias-gerais em dia, cumprindo escrupulosamente os seus estatutos”.

“Nós queremos a retoma da economia, mas desde que seja feita de uma forma segura, sem atropelo à legislação laboral e sem prejudicar os trabalhadores e os seus familiares para conviverem melhor”, concluiu aquele responsável.

AT/LC//AA

Inforpress

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