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Presidente do SIACSA denuncia “cultura de medo” no seio dos trabalhadores cabo-verdianos

Cidade da Praia, 11 Abr (Inforpress) – O presidente do Sindicato da Indústria, Agricultura, Comércio e Serviços Afins (SIACSA) denunciou hoje o que considera ser “cultura de medo” no seio dos trabalhadores cabo-verdianos e exortou à mudança do cenário laboral no país.

Gilberto Lima fez a denúncia em conferência de imprensa na Cidade da Praia, explicando que a “cultura de medo”, ao lado da falta de fiscalização e “inoperância das instituições, a morosidade da justiça no tribunal do trabalho e a falta de diálogo, fazem parte da situação laboral actual em Cabo Verde.

“Há uma cultura de medo, porque os trabalhadores têm sentimento que os seus direitos estão a ser violados, mas não conseguem mostrar isso às autoridades, às empresas e nem tão pouco conseguem abrir-se para com os sindicatos para exporem os seus problemas. Há essa revolta por dentro, já que os problemas continuam e não os conseguem resolver”, explicou.

Para justificar essa realidade laboral, Gilberto Lima exemplificou com as situações dos bombeiros municipais de São Vicente, da classe de estiva, dos vigilantes das empresas de segurança privada e dos trabalhadores do Laboratório de Engenharia Civil (LEC), pedindo às autoridades que entendam e minimizam a situação, “sob pena de se comprometer a relação laboral sadia e uma paz laboral duradoura que todos desejam”.

Em relação aos bombeiros municipais de São Vicente, o sindicalista acusou a câmara municipal de morosidade em dialogar com o sindicato sobre o caderno reivindicativo desses profissionais, sublinhando que o SIACSA “é obrigado” a apoiar uma luta “mais enérgica” com vista a resolução dos problemas.

“Esses trabalhadores pensam enviar um pré-aviso de greve, brevemente, para sanar essa situação, porque não podemos continuar com a morosidade na resolução do problema e o diálogo tem que funcionar para que se encontre as soluções possíveis para os itens reivindicativos”, afirmou.

A implementação do novo estatuto dos bombeiros, melhores condições de trabalho, alargamento do maior número de bombeiros, seguro de vida, salário de bombeiro igual ao serviço da ASA (Empresa de Aeroportos e Segurança Aérea) e nivelamento das categorias profissionais, são algumas das reivindicações.

Gilberto Lima disse estranhar o facto de a Câmara Municipal de São Vicente “gastar 22 mil contos em um festival”, enquanto persistem falta de equipamentos e melhores condições de vida e de trabalho para os bombeiros.

Quanto aos trabalhadores do LEC, o presidente do SIACSA contou que estão a aguardar que o Governo acelere o processo do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), pois esta situação vem se arrastando desde 2008, com “manifesto prejuízos” aos funcionários da instituição.

Entretanto, para a classe estiva, Gilberto Lima realçou que continua a esperar que a administração da Enapor, com base nos resultados positivos, venha a atribuir um reajuste salarial para compensar todos os anos em que não foram actualizados os seus salários.

O sindicalista ressaltou, ainda, que os trabalhadores, a nível nacional, exigem uma maior fiscalização laboram na aplicabilidade do salário mínimo nacional, inscrição no sistema da previdência social e higiene e segurança no trabalho.

DR/CP

Inforpress/Fim

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