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Presidente do parlamento líbio oficializa candidatura à Presidência da Líbia

Tripoli, 20 Nov (Inforpress) – O presidente do Parlamento líbio, Águila Saleh, tido como próximo de Khalifa Haftar, um dos homens mais poderosos da Líbia, entregou hoje o dossiê de candidatura às eleições presidenciais na sede da Comissão Eleitoral em Benghazi.

“Vim ao escritório do HNEC, em Benghazi [leste], para entregar os documentos para a minha candidatura”, disse Saleh, de 77 anos, incitando os seus compatriotas a participarem em força na votação, segundo imagens transmitidas em directo pelo canal de televisão dedicado às eleições, Líbia Tantakheb.

Ao todo, 23 candidatos presidenciais já entregaram os documentos, além de Águila Saleh, anunciou a Alta Comissão Eleitoral (HNEC) na sua página oficial na internet.

Agendadas para 24 de Dezembro, as eleições presidenciais são as primeiras que se realizam na Líbia por sufrágio universal e são o culminar de um laborioso processo político patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Mais de 2,83 milhões de líbios de um total estimado de sete milhões de pessoas registaram-se para votar.

Para a comunidade internacional, a realização das eleições – a eleição presidencial, seguida, um mês depois, de eleições legislativas – é fundamental para pacificar o país, que possui as maiores reservas de petróleo de África.

Mas, num contexto de segurança ainda frágil e de diferendos políticos persistentes, inclusive quanto à marcação do calendário eleitoral, há alguma incerteza sobre como decorrerão as eleições.

Em Setembro, Águila Saleh ratificou unilateralmente a legislação para as eleições presidenciais, a qual parece feita à medida do marechal Haftar, uma decisão que foi contestada pelas autoridades em Trípoli (oeste) e que causou um forte aumento das tensões no país.

Na sexta-feira, manifestantes em Trípoli e Misrata (oeste da Líbia) denunciaram a lei e a participação nas eleições presidenciais de “criminosos de guerra”, numa alusão a Seif al-Islam Kadafi, filho mais novo do ex-ditador Muammar Kadafi, e ao marechal Haftar.

Inforpress/Lusa

Fim

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