Presidente do IPC exorta empresários e desempregados a apostarem no turismo religioso da Cidade Velha

 

Cidade da Praia, 02 Mai (Inforpress) – O presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Charles Akibodé exortou hoje os empresários e desempregados a apostarem no turismo religioso da Cidade Velha, nomeadamente no que diz a respeito à arte sacra.

O presidente do IPC fez este apelo hoje na Cidade Velha no âmbito de uma jornada de reflexão denominada “Património religioso na Ribeira Grande de Santiago (Cidade Velha), Património Mundial – entre a salvaguarda e os desafios de valorização”, que decorre no Convento de São Francisco.

O fórum, segundo disse, é um espaço para se debater e repensar não só as questões das construções da salvaguarda do património edificado religioso da Cidade velha, mas sim para se ir “mais longe”, no que se concerne ao turismo religioso.

Charles Akibodé que falava do turismo religioso, avançou que hoje a Organização Mundial do Turismo (OMT), demostra que há entre 15 e 25 bilhões de dólares produzidos através desse turismo, assegurando que na Cidade Velha existe um conjunto de edifícios religiosos que podem ser realmente explorados.

No dizer de Charles Akibodé, Cabo Verde tem várias forças que não estão a serem exploradas, elencando a “força da escravatura” da Cidade Velha, nomeadamente o escravo Manuel (primeiro escravo negro) que foi batizado e que saiu de Cabo Verde, que vai ser beatificado pelo Papa Francisco.

É nesta linha que este responsável diz ser uma “oportunidade extraordinária” para se trabalhar sobre o turismo religioso, por isso apelou aos empresários e pessoas desempregadas a apostarem no turismo religioso, um turismo que o país não tem apostado.

Para esta aposta, apontou o artesanato e arte sacra, que vai desde camisolas e copos personalizadas com imagens santas, como um conjunto de bens ligados à economia criativa que podem beneficiar Cabo Verde e a economia local.

Charles Akibodé, que considerou a arte sacra de um “espaço aberto”, lamentou ainda o facto de a Cidade Velha ter cerca de 15 edifícios religiosos e não se estar a explorar nem um terço.

Questionado sobre quem gere os edifícios religiosos em Cabo Verde, explicou que quem os gere é o Estado, ou seja, os edifícios foram classificados através de normas e leis nacionais e internacionais.

Explicou ainda que no que tange à questão da salvaguarda e restauro dos edifícios religiosos é uma responsabilidade que o Estado tomou aquando da classificação da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade.

FM/FP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos