Presidente do INSP diz que estudos revelam que o consumo do tabaco custa ao País 1,62 mil milhões de escudos

Cidade da Praia, 10 Jul (Inforpress) – A presidente do Instituto de Saúde Pública (INSP), disse hoje que o consumo do tabaco custou ao País, em 2018, uma perda de 1.1% do Produto Interno Bruto (PIB), correspondente a 1,62 mil milhões de escudos por ano.

Segundo a responsável do INSP, em 2017, o consumo do tabaco provocou 104 óbitos evitáveis.

Maria da Luz Lima fez essas considerações no lançamento do Observatório do Controlo do Tabaco de Cabo Verde, acto presidido pelo director nacional da Saúde, Artur Correia.

“Em Cabo Verde, o tabagismo é também um problema de saúde pública”, considerou a presidente do INSP, acrescentando que o tabagismo é considerado hoje um “problema mundial”.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente, ocorrem cerca de oito milhões de óbitos directamente relacionados com o consumo do tabaco e 1,2 milhões resultantes da exposição ao fumo do tabaco.

Citando uma publicação da OMS, em 2019, Maria da Luz Lima afirmou que o consumo do tabaco se tornou numa epidemia como a “maior ameaça à saúde publica” no mundo.

Segundo a OMS, prossegue Maria da Luz Lima, a dependência ao tabaco contribui para “vários problemas sociais”, nomeadamente o empobrecimento das famílias, sendo que os gastos para as necessidades básicas das mesmas são “desviados para o tabaco”.

“Esta é a segunda substancia lícita mais consumida em Cabo Verde”, revelou, adiantando que, de acordo com dados de um inquérito de 2007, a prevalência nacional de tabaco entre adultos, de 25 a 64 anos, era de 9.9%.

Considerou que o tabagismo é o “principal factor de risco”, constituindo as três principais causas de óbitos em Cabo Verde: as doenças cardiovasculares, o cancro e as infecções respiratórias.

Para a presidente do INSP, os fumadores têm um “risco acrescido” de serem infectados pela covid-19, pelo que, sugeriu, deviam aproveitar este momento da pandemia para deixarem de fumar.

Por sua vez, consultor da OMS em Cabo Verde, José Teixeira, em representação do representante da organização internacional, o referido Observatório vai permitir que os diferente actores tenham acesso às informações e evidencias que possam usar nas suas intervenções.

“Doravante, as actividades do controlo do tabaco deixarão de ser pontuais para serem actividades continuas”, assegurou o consultor da OMS, referindo-se ao Observatório.

O Observatório do Controlo do Tabaco de Cabo Verde é uma plataforma online de gestão de informação referente a implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco no país.

Esta plataforma foi desenvolvida pelo INSP, em parceria com a OMS, Comissão de Coordenação de Álcool e Outras Drogas (CCAD e o Núcleo Operacional para a Sociedade de Informação (NOSI).

LC/DR
Inforpress/Fim

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