Presidente do INSP defende necessidade de reforçar acções para combater anemia em crianças

Cidade da Praia 13 Jun (Inforpress) – A presidente do Instituto Nacional da Saúde Pública (INSP) defendeu hoje a necessidade de se reforçar acções para combater anemia em crianças menores de 5 anos e que a introdução de Vita Ferro é uma “estratégia fundamental”.

Maria da Luz Lima falava à imprensa, à margem de uma acção de promoção da saúde infantil, com distribuição de frutas e materiais de higiene oral às crianças do jardim da Cruz Vermelha, no Platô, Cidade da Praia, pelo Ministério da Saúde e da Segurança Social, através da Direcção Nacional da Saúde, enquadrado no mês da criança.

Segundo a responsável, os dados disponíveis indicam que, em 1996, a prevalência de anemia em Cabo Verde nas crianças menores de 5 anos era por volta de 70%. Já em 2005, disse, o número baixou para cerca de 50, 52%.

“E tem vindo a baixar, felizmente, porque ainda, do ponto de vista da OMS, continua sendo um problema de saúde pública”, acrescentou aquela responsável, completando que os últimos dados do inquérito demográfico de saúde reprodutiva de 2018 mostraram uma prevalência de cerca de 42/43%.

Por isso, defendeu Maria da Luz Lima que “há necessidade de reforçar as acções para combater a anemia”.
Para aquela responsável, a introdução de Vita Ferro, micronutrientes, a fortificação domiciliar, “é uma estratégia fundamental” que vai contribuir para a redução da anemia na criança.

“Então, o apelo que fazemos também para que os pais, encarregados de educação, educadores de infância e professores, incrementarem a introdução de Vita Ferro na alimentação infantil”, apelou a presidente do INSP, acreditando que a redução da mortalidade infantil é fruto de um conjunto de factores.

Maria da Luz Lima afirmou que a alimentação saudável é um factor pilar na redução da mortalidade infantil.

“Não só a alimentação da criança, mas também alimentação da grávida durante a gravidez. Portanto é um conjunto de factores que estão, felizmente, a contribuir para que o arquipélago tenha uma taxa de mortalidade infantil muito baixa, comparado com outros países”, frisou.

GSF/JMV

Inforpress/Fim

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