Presidente de Cabo Verde felicita Chico Buarque pelo Prémio Camões 2019

Cidade da Praia, 22 Mai (Inforpress) – O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, felicitou hoje, em seu nome pessoal e dos cabo-verdianos, o músico e escritor Chico Buarque pela distinção com o Prémio Camões 2019.

Numa carta a que a Inforpress teve acesso, Jorge Carlos Fonseca felicita “calorosamente” Chico Buarque pela distinção que acaba de receber, o Prémio Camões, “o mais importante da literatura de língua portuguesa”, pelo conjunto das suas obras.

“Nós todos, habitantes deste espaço multi-continental, herdeiro, useiro e fazedor desta língua que nos une – na dor, no sonho, na esperança e na alegria – vimos usufruindo um pouco desse universo criado, há várias décadas, por sua obra e arte”, escreveu o Chefe de Estado cabo-verdiano.

Na qualidade de Presidente em exercício da Conferência dos Chefes de Estado dos Países de Língua Portuguesa CPLP), comunidade a que Cabo Verde preside actualmente, Jorge Carlos Fonseca deixou expressa a “alegria” que todos sentem por esta distinção, que, “para além de coroar uma obra literária de inestimável valor, também destaca o carácter e o profundo humanismo do premiado”.

Chico Buarque fora já distinguido duas vezes com o prémio Jabuti, o mais importante prémio literário no Brasil, pelo romance “Leite Derramado”, em 2010, obra com que também venceu o antigo Prémio Portugal Telecom de Literatura, e por “Budapeste”, em 2006.

O músico e escritor foi escolhido pelos jurados Clara Rowland e Manuel Frias Martins, indicados pelo Ministério português da Cultura, pelos brasileiros Antonio Cícero Correia Lima e António Carlos Hohlfeldt, pela professora angolana Ana Paula Tavares e pelo professor moçambicano Nataniel Ngomane.

Escritor, compositor e cantor, Francisco Buarque de Holanda nasceu em 19 de Junho de 1944, no Rio de Janeiro.
Estreou-se nas Letras com o romance “Estorvo”, publicado em 1991, a que se seguiram obras como “Benjamim”, “Tantas palavras” e “O Irmão Alemão”, publicado em 2014.

Em 2017, venceu em França o prémio Roger Caillois pelo conjunto da obra literária.

O Prémio Camões de literatura em língua portuguesa foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988, com o objectivo de distinguir um autor “cuja obra contribua para a projecção e reconhecimento do património literário e cultural da língua comum”.

Foi atribuído pela primeira vez, em 1989, ao escritor Miguel Torga. Em 2018 o prémio distinguiu o escritor cabo-verdiano Germano Almeida, autor de “A ilha fantástica”, “Os dois irmãos” e “O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo”, entre outras obras.

GSF/JMV
Inforpress/Fim

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