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Presidente da República reafirma “necessidade urgente” de se avaliar configuração da indústria do turismo (c/vídeo)

Santa Maria, 02 Set (Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, reafirmou hoje a “urgente necessidade” de se avaliar a actual configuração da indústria do turismo em Cabo Verde e na sub-região africana, para “melhor tirar proveito” das potencialidades do sector.

“Para aproveitarmos melhor este potencial, há uma urgente necessidade de avaliarmos a actual configuração da indústria do turismo, tanto em Cabo Verde quanto na nossa Sub-região, moldá-la, reajustá-la de maneira a que os ganhos de competitividade externa nos permitam acompanhar a sua evolução e, sobretudo, enfrentar a concorrência”, disse.

O chefe de Estado, que falava na abertura da 64ª reunião da Comissão Regional da Organização Mundial do Turismo (OMT), a decorrer na ilha do Sal, salientou que o turismo deve ser um sector de coesão social.

“Por esta razão, após a recuperação da crise que a Covid-19 provocou, a parte do rendimento que advém ao trabalhador do sector do turismo não deve continuar a cair.  Assim deve ser porque, pelo menos no caso de Cabo Verde, o turismo deve ser um factor de coesão social pelo que não nos é possível continuar a ter trabalhadores pobres no sector”, acrescentou.

E, para se evitar a “pauperização” dos trabalhadores do turismo no período pós-pandémico, salientou que as políticas definidas para o sector não devem ser concebidas e moldadas por interesses que cristalizam a prática de fazer os trabalhadores pagar o preço das crises.

“Este é o entendimento subjacente à ambição de fazer de Cabo Verde uma realidade na qual se pretende abrir a porta de acesso a um nível de rendimento que permita ao trabalhador sonhar e realizar o seu potencial individual”, disse.

Ao falar do turismo no continente africano, Jorge Carlos Fonseca sublinhou que África “não pode continuar a estar na periferia do turismo mundial”.

Para mudar a imagem da África na perspectiva de atrair investimentos, afirmou que para além da criação das infraestruturas materiais os países africanos devem, também, “investir seriamente” em infra-estruturas imateriais, tais como “a paz, a estabilidade, a segurança e, obviamente, nas instituições”, cuja credibilidade é, entre outros, “um determinante da confiança” dos investidores.

“A África deverá, pois, deixar de ser o continente de lutas fratricidas, de apropriação do poder, do patrimonialismo e assumir-se como o continente onde se materializa a repartição equitativa, porque abrangente e inclusiva, dos rendimentos que o sector do turismo proporciona”, realçou.

“São estes requisitos que permitem que o sector do turismo seja um instrumento no combate a desigualdade, catalisador da economia porque, em virtude do rendimento que gera, facilita a criação de condições reais para que cada indivíduo, cada território, possa realizar, plenamente, o seu potencial”, acrescentou.

Contudo, Jorge Carlos Fonseca salientou que ao defender a necessidade de se proceder à reconversão do sector do turismo em vários aspectos, não se pode ignorar que nesse sector ocorreram “alterações fundamentais”, provocadas pela pandemia da covid-19.

“Esta percepção é de fundamental importância para podermos fazer face aos novos desafios que se nos colocam e ousar buscar soluções inovadoras”, realçou.

Assim, para além dos acentuados impactos económicos dessa realidade, que segundo salientou têm sido “muito severos” para Cabo Verde, enquanto Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento, fortemente dependente do sector do turismo, é preciso reflectir sobre as implicações da realidade sanitária no sector.

Em Cabo Verde, realçou, para além do atendimento à população, nomeadamente no que se refere à vacinação e outras formas de prevenção, e com vista a procurar antecipar o futuro, medidas técnicas, organizativas e sociais no campo turístico, vêm sendo adoptadas.

Jorge Carlos Fonseca defendeu ainda a necessidade de se continuar a priorizar a questão do acesso universal e equitativo às vacinas contra a covid-19, para que nenhum país seja deixado para trás no que respeita à imunização da sua população e à retoma da economia.

Aproveitou a presença dos diversos parceiros internacionais para mais uma vez levantar a questão do perdão e/ou alívio da dívida externa, que na sua perspectiva é “de capital importância” para os países africanos.

A abertura da 64ª reunião da Comissão Regional da OMT África contou com a presença de cerca de duas centenas de participantes, entre ministros do Turismo do continente africano, observadores, corpo diplomático, investidores, representantes de instituições financeiras internacionais, altos dirigentes e especialistas de sectores público e privado e demais líderes do turismo.

Paralelamente à reunião será realizado o II Fórum Mundial sobre investimento em África.

MJB/AA

Inforpress/Fim  

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