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Presidente da República eleito hoje no Gana para encontro com presidente da CEDEAO

Cidade da Praia, 28 Out (Inforpress) – O Presidente eleito, José Maria Neves, desloca-se hoje a Acra, para um encontro com o Presidente do Gana e da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, Nana Akufo-Addo.

Com esta “visita de cortesia”, José Maria Neves explicou, em comunicado, que pretende afirmar “mais uma vez, a importância estratégica” que continua a atribuir “à inserção competitiva de Cabo Verde” no espaço regional da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

“E o compromisso de, tão logo venha a tomar posse, contribuir para o aprofundamento com os países que compõem a CEDEAO, sempre tendo em conta as especificidades de Cabo Verde, enquanto pequeno Estado insular, no contexto regional”, acrescentou.

A CEDEAO é composta por 15 países situados na região da África ocidental – Cabo Verde, enquanto arquipélago, é o único sem fronteira terrestre com os restantes – e que partilham simultaneamente laços culturais e geopolíticos, mas também interesses económicos comuns.

Além de Cabo Verde, integram a CEDEAO o Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.

O encontro desta manhã com Nana Akufo-Addo prevê uma conversa sobre os principais temas da agenda pública ao nível da região e do continente em geral, com José Maria Neves a assumir ainda que procura “o reforço das relações” entre Cabo Verde e o Gana.

O regresso do Presidente eleito a Cabo Verde está previsto para o dia de hoje.

Na sequência da vitória na primeira volta nas eleições presidenciais de 17 de Outubro em Cabo Verde, José Maria Neves toma posse como quinto Presidente da República de Cabo Verde em 09 de Novembro, em cerimónia que vai decorrer na Assembleia Nacional, na Praia, e para a qual foram convidados todos os chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, bem como da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Em entrevista à Lusa em 22 de Outubro, José Maria Neves já tinha admitido realizar esta visita ao exterior, embora não tendo planos sobre a primeira deslocação oficial ao estrangeiro como Presidente da República em funções.

“Há a possibilidade de eu fazer uma rápida visita ao exterior enquanto Presidente eleito. Estamos a discutir se será possível, mas ainda não podemos divulgar e concretizar o país que será visitado, há um conjunto de questões. Temos logo de seguida o Orçamento do Estado [para 2022, discutido em Novembro], que será debatido, e não gostaria de imediatamente sair do país com algumas questões que estarão em debate no parlamento. Portanto, nas próximas semanas após a tomada de posse não será plausível a minha saída do país”, disse.

Na mesma entrevista à Lusa, José Maria Neves afirmou que pretende trabalhar e dialogar com todos as sensibilidades políticas e sociais, mas promete “mudanças” para ser “actuante”.

“O essencial é trabalhar com todos. Serei um Presidente aberto a todas as sensibilidades políticas e sociais. Um Presidente que dialogará com o Governo, fará as articulações necessárias, será um factor de construção de consensos e procurará mobilizar toda a nação global cabo verdiana, nas ilhas e a diáspora, para que todos unidos possamos fazer face aos desafios com que Cabo Verde se confronta neste momento”, disse o antigo primeiro-ministro, de 2001 a 2016, pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, actualmente oposição).

“Após a minha tomada de posse haverá algumas mudanças, haverá mudanças. Eu serei um Presidente presente e um Presidente actuante. Portanto, as mudanças serão desde logo no diálogo com a sociedade cabo-verdiana, com os órgãos de soberania e com os principais partidos políticos da oposição”, acrescentou José Maria Neves.

A estas eleições presidenciais já não concorreu Jorge Carlos Fonseca, que cumpre o segundo e último mandato como Presidente da República, mas registou-se um recorde de sete candidatos presidenciais.

Cabo Verde já teve quatro Presidentes da República desde a independência de Portugal em 1975, sendo o primeiro o já falecido Aristides Pereira (1975 – 1991) por eleição indirecta, seguido do também já falecido António Mascarenhas Monteiro (1991 – 2001), o primeiro por eleição directa, em 2001 foi eleito Pedro Pires e 10 anos depois Jorge Carlos Fonseca.

Inforpress/Lusa

Fim

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