Presidente da Republica diz que acompanha “com muita atenção” situação política na Guiné-Bissau (c/áudio)

Cidade de Santa Maria, Sal,  30 Jun (Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, também presidente em exercício da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse hoje que está acompanhar “com muita atenção” a situação política por que passa a Guiné-Bissau.

Em declarações exclusivas à Inforpress, à margem do Festival-Literatura Mundo do Sal, que decorre desde o dia 27 na cidade turística de Santa Maria, o chefe de Estado cabo-verdiano adiantou que está a seguir com “preocupação” o impasse político no vizinho da Guiné-Bissau, que, segundo ele, tem a ver com a nomeação e o início de funções do novo Governo, que é “condição fundamental” para que o país, finalmente, se estabilize e os guineenses possam ter “concretas esperanças” de caminho de “progressos social, económico e cultural”.

Dada a situação em que se vive naquele país membro da CPLP e igualmente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), o chefe de Estado disse ter “alguma prudência” em tecer comentários e análises sobre a Guiné-Bissau, preferindo, entretanto, a “troca de informações com responsáveis dos países membros da Comunidade”, bem como a “articulação dessas posições”.

Jorge Carlos Fonseca disse esperar que a “sabedoria dos guineenses”, que se tem revelado “particularmente nos últimos tempos, apesar das dificuldades”, mantém o país “na tranquilidade e nas dinâmicas democráticas”.

“Esperemos que as autoridades guineenses, todas elas, possam, com base na Constituição vigente no país e nos compromissos internacionais, encontrar soluções que vão ao encontro das aspirações dos guineenses, que são aspirações à estabilidade institucional e à paz”, precisou o Presidente da Republica, acrescentando que prefere manter contactos com os seus homólogos da CPLP a ter que fazer declarações que, de alguma maneira, possam constituir “atirar achas para a fogueira”.

A Guiné-Bissau realizou eleições legislativas no dia 10 de Março, tendo o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) vencido este pleito eleitoral sem maioria, elegendo 47 deputados.

Fez um acordo de incidência parlamentar com a União para a Mudança, Partido da Nova Democracia e a Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau, que juntos representam 54 dos 102 deputados do parlamento guineense.

No entanto, até ao momento ainda não foi nomeado o Governo saído dessas eleições consideradas “livres e transparentes” pela comunidade internacional que as observou.

LC/AA

Inforpress/Fim

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