PR desloca-se a Malabo para participar em duas cimeiras extraordinárias da UA

Cidade da Praia, 26 Mai (Inforpress) – O Presidente da República, José Maria Neves, deslocou-se hoje a Malabo, Guiné Equatorial, para participar em duas cimeiras extraordinárias da União Africana (UA) a ter lugar na sexta-feira e sábado.

Segundo uma nota da Presidência da República, na sexta-feira, José Maria Neves participa na Conferência de Doadores da UA, que tem por objectivo discutir os desafios relacionados com a assistência humanitária em África, defender o financiamento sustentável das necessidades humanitárias e mobilizar recursos para a resposta humanitária no continente.

Em cima da mesa está a proposta de criação de uma Agência Humanitária própria do continente.

José Maria Neves considera que a situação humanitária na África é “muito grave”, devido a um conjunto de factores entre os quais a pandemia da covid-19, a seca, a guerra na Europa, violências e migrações dos deslocados em risco de fome.

O chefe de Estado entende que para além de fazer face à degradação da situação humanitária é preciso que a África tenha condições ou instituições que dêem a máxima atenção possível ao fenómeno.

Neste sentido, considera a proposta da criação de Agência Humanitária própria uma “excelente medida”.

“Penso ser uma excelente medida para, não só mobilizar capacidades humanas, recursos financeiros, mas também criar as condições institucionais e políticas para que África possa gerir a situação nos próximos tempos, tendo em atenção que não sabemos quando é que a guerra na Ucrânia termina e quando é que as situações de conflitos no continente e as migrações poderão ficar resolvidos”, disse em declarações à Rádio de Cabo Verde.

Já no sábado, José Maria Neves participará na 16ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da UA, que se vai debruçar exclusivamente sobre o “Terrorismo e as mudanças inconstitucionais de governo em África”.

O chefe de Estado cabo-verdiano realça a importância do tema já que, na sua perspectiva, aborda dois fenómenos que afligem o continente e que precisam ser combatidos para que haja estabilidade, paz e desenvolvimento em África.

“A África, se quer estabilidade, paz e desenvolvimento terá que, necessariamente, abordar esta questão e tomar medidas para combater definitivamente a questão do terrorismo e também as situações de mudanças inconstitucionais de governo. Temos de criar uma cultura de respeito pela Constituição, de respeito pelos mandatos e resultados eleitorais”, defendeu.

À margem das cimeiras, o Presidente da República deverá realizar contactos bilaterais com homólogos africanos, presentes nos eventos.

MJB/CP

Inforpress/fim

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