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Presidente da República defende combate ao clima de crispação política em Cabo Verde

Cidade da Praia, 13 Jan (Inforpress) – O Presidente da República, José Maria Neves, defendeu hoje a necessidade de combater o “clima de crispação política em Cabo Verde” e reiterou total disponibilidade em contribuir para a distensão do debate político e do diálogo social.

O Chefe de Estado cabo-verdiano fez estas afirmações, durante a sua intervenção na sessão solene especial alusiva ao Dia da Liberdade e Democracia, que se celebra a 13 de Janeiro e que hoje completa 31 anos das primeiras eleições multipartidárias realizadas em Cabo Verde.

“Em Cabo Verde, há que melhorar o que pode ser melhorado, principalmente no respeitante ao clima de crispação política. Quero, uma vez mais, manifestar perante os representantes do Povo, toda a disponibilidade do Presidente da República em contribuir para a distensão do debate político e do diálogo social”, declarou.

José Maria Neves afirmou que os cabo-verdianos esperam mais e melhor da sua classe política, que, a seu ver, não tem de reproduzir a forma “quezilenta” de estar na política que é muito comum noutras paragens, com um “inegável dispêndio” de tempo e outros recursos em “divergências artificiosas ou aparentes”.

Num país pequeno, frágil e com tremendas urgências em matéria de desenvolvimento, ressalvou, os políticos têm de investir no essencial, dialogar com sentido de resultados, convergir o mais rapidamente quanto possível na identificação e realização do interesse nacional.

Lembrou ainda que compete à classe política resgatar de cima para baixo a tolerância mútua e a confiança entre os principais sujeitos políticos, defendendo a necessidade de se estabelecer mais diálogo e criação de boas condições para a discussão de ideias e de propostas.

“Temos que ter sempre em mente que adversários não são inimigos e que “se discordas de mim, tu me enriqueces”. Na política e na vida pública devemos estar sempre receptivos a outras ideias, inclusive àquelas que contrariam as nossas”, asseverou, considerando que a tolerância mútua é a disposição dos políticos de concordar e discordar.

Alertou ainda que a política deve ser feita “sem esse grau de violência” que, sustentou, “poderá colocar em perigo a democracia”, sublinhando que na política, “os rivais não são inimigos e nem visam a destruição um do outro”, mas sim devem revezar-se no exercício de papeis igualmente legítimos e importantes em democracia.

“A interlocução e a aproximação do eleitorado aos seus representantes, serão por mim encorajadas de forma a que haja um reforço substancial dos níveis de confiança política em Cabo Verde. As senhoras e os senhores deputados podem igualmente contar com o meu apoio para a adopção de medidas que concorram para o aprofundamento e a qualificação da democracia, a melhoria dos mecanismos de participação, o fortalecimento da sociedade civil e a crescente afirmação das instituições de controlo democrático”, concluiu.

O 13 de Janeiro é a data em que, pela primeira vez, em 1991, os cabo-verdianos exerceram o seu direito de voto nas primeiras eleições multipartidárias, após 15 anos em regime de partido único.

As primeiras eleições multipartidárias no arquipélago foram ganhas pelo Movimento para a Democracia (MpD), partido que regressou em 2016 ao poder após 15 anos na oposição e ao qual a data está mais associada.

CM/ZS Inforpress/Fim

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