Presidente da República considera vinda do homólogo português “algo positivo” para Cabo Verde

 

Cidade da Praia, 06 Abr (Inforpress) – O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, disse hoje na Cidade da Praia que a visita do Chefe de Estado Português, Marcelo Rebelo de Sousa representa além da marca política, “algo positivo” para o país.

O mais alto magistrado da nação que falava hoje à Rádio de Cabo Verde (RCV), avançou que o mesmo deve-se ao seguimento da cimeira dos dois governos, isto é, a visita do primeiro-ministro português, António Costa, e a do primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, que aconteceu anteriormente.

“No encontro abordaram questões muito importantes para a cooperação entre Cabo Verde e Portugal. Uma cooperação desde a independência de Cabo Verde que teve altos e baixos, mas que é muito boa”, observou.

Para o Presidente da República, a visita de Marcelo Rebelo de Sousa possui um significado político, ou seja, é um ensinamento no que concerne à política “muito benévolo” para Cabo Verde, feito na presença do mais alto magistrado português.

O Chefe de Estado Português que chega a Cabo Verde este sábado, para além de participar em diversas actividades na ilha de Santiago, nomeadamente, no Atlantic Music Expo (AME), visita ao mercado do Platô, estará em São Vicente e Fogo.

Por outro lado, Jorge Carlos Fonseca salientou que a cooperação entre Cabo Verde e Portugal será objecto da conversa entre os dois Chefes de Estado.

“Mesmo que ele não governe nem tome decisões sobre o país, mas pode dar opiniões importantes”, disse, sublinhado que os dossiês que têm que ver com o Programa Casa para Todos, empréstimos, habitação dos cabo-verdianos em Portugal, são temas para os quais será dada uma atenção especial na conversa com o Presidente português.

No que tange ao papel de Portugal no aprofundamento das relações de Cabo Verde com a União Europeia, o Presidente cabo-verdiano disse que é um “adepto” da parceria especial com a união europeia, mas que um país pequeno como Cabo Verde, com o processo histórico e formação social que tem precisa ser um “país aberto ao mundo”.

“É preciso partilhar espaços para encontrar os meios da sua afirmação e temos que ter muita ancoragem, isto é, com Europa, África, Ásia e outros”, indicou, ressaltando que é necessário ter a capacidade de em cada momento e contexto político internacional saber situar na defesa dos interesses do Estado de Cabo Verde.

Neste sentido, Jorge Carlos Fonseca aconselha o povo cabo-verdiano a sentir orgulho de Cabo Verde por ser independente e soberano, porém, salientou também que isto não os impede de promover a parceria especial até ao limite, isto é, que é de ser membro da União Europeia.

AF/ZS

Inforpress/Fim

 

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