Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Presidente da República condena intervenção militar na Guiné Conacri e apela a reposição da normalidade constitucional

São Filipe, 06 Set (Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, condenou hoje a intervenção militar na Guiné-Conacri, apelando para a normalidade constitucional.

Num primeiro comentário à situação, Jorge Carlos Fonseca, que se encontra de visita à ilha do Fogo, disse que “independentemente da posição consensual da CEDEAO, como princípio condenamos qualquer tipo de intervenção militar, e intervenção em jeito de golpe de estado porque vai ao arrepio das normas vigentes no país”.

Segundo o mesmo, “não é uma forma legítima de acesso e exercício do poder”, razão pela qual merece a “nossa condenação”, sublinhando que tudo deve ser feito para que o Presidente da Guiné-Conacri e outros responsáveis políticos tenham  “tratamento digno e humano” e que “sejam libertados e não submetidos a tratamento inadequados”, e que tudo deve ser feito para que “seja reposta a normalidade constitucional”.

Jorge Carlos Fonseca disse estar a acompanhar a situação, indicando que estava prevista uma reunião do Conselho de Ministros da CEDEAO para o dia 09 para analisar a reforma institucional da CEDEAO e que em virtude da situação na Guiné-Conacri a mesma foi cancelada e foi marcado, para o mesmo dia, uma cimeira extraordinária dos Chefes de Estados e do Governo da CEDEAO.

Cabo Verde estará representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Rui Figueiredo Soares, para analisar a situação na Guiné-Conacri.

Segundo o Presidente da República, independentemente do juízo de avaliação que se possa fazer sobre o funcionamento do sistema do governo e do regime, o golpe de estado “não é o meio adequado nem legítimo” para produzir alterações no sistema do governo e do poder político, porque, adiantou, “há formas previstas na constituição e nas leis para fazer isso”.

A alegada tentativa de golpe de Estado na Guiné-Conacri foi já condenada pela Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), que exigiu também a “imediata” e “incondicional” libertação do Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, e o mesmo fez a União Africana e também a França.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, também já condenou “qualquer tomada de poder pela força das armas”.

Guterres apelou ainda, numa publicação no Twitter, “à libertação imediata do Presidente Alpha Condé” e disse que está a seguir a situação na Guiné-Conacri “de muito perto”.

JR/AA

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos