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Presidente da República classifica Arménio Vieira como “exemplo” e “fonte de inspiração” para procurar “coisas novas”

Cidade da Praia, 14 Out (Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, classificou hoje o poeta Armênio Vieira como um “exemplo” e “fonte de inspiração” para que os mais jovens tenham a ambição de procurar coisas novas, ter criatividades e inventividade.

Jorge Carlos Fonseca fez estas declarações à Inforpress, momentos antes da cerimónia de homenagem ao poeta Arménio Vieira, que aconteceu na sala de conferências da Universidade de Cabo Verde, na cidade da Praia.

“É uma justíssima homenagem. Arménio Vieira é um nome grande de literatura cabo-verdiana, é um dos poetas maiores do País, um monumento da literatura cabo-verdiana e do mundo”. disse.

O Presidente da República, disse ainda que o facto de o homenageado ter completado 80 anos foi um pretexto para prestar uma “homenagem merecida”, uma espécie de gratidão do País para um dos seus “mais altos dignitários”, nesse caso pela sua produção literária, estética, poética de grande valia.

“É o primeiro Prémio Camões de Cabo Verde e, digamos, um dos expoentes da história da literatura cabo-verdiana. Arménio Vieira é um exemplo, pode ser fonte de inspiração para que nós tenhamos ambição de procurar coisas novas, ter criatividades, inventividade e procurarmos caminhos novos para um futuro de liberdade e progresso e de luz para o nosso Pais”, finalizou.

Por seu turno, Arménio Vieira mostrou-se surpreso pela homenagem, ao mesmo tempo que manifestou satisfação pelo acto.

“Eu não sabia que era homenagem, porque eu não fiz ano hoje. Eu vim cá para lançar um livro, o último que eu já escrevi”, disse Arménio Vieira. fazendo referência à sua mais recente obra “Safras de um Triste Outono”.

Trata-se de um longo livro de poesias, composto por muitos poemas e alguma prosa poética, numa parceria internacional entre a Casa Brasileira de Livros (Brasil) e a Rosa de Porcelana Editora (Cabo Verde).

Ainda nas suas declarações, e em relação a educação e cultura, especialmente à leitura e à escrita, Arménio Vieira aconselhou aos jovens que, se puderem, levem tudo isto a sério.

“Podem dançar, cantar, tomar banho de mar, jogar futebol, namorar, mas serem sérios no campo cultural”, afirmou.

Arménio Vieira, Prémio Camões 2009, nasceu na cidade da Praia, na Ilha de Santiago, em 24 de Janeiro de 1941.

Além de escritor, é jornalista, com colaborações em publicações como o Boletim de Cabo Verde, a revista Vértice, de Coimbra, Raízes, Ponto & Vírgula, Fragmentos e Sopinha de Alfabeto. Foi ainda redactor no jornal “Voz di Povo”.

GSF/JMV
Inforpress/Fim

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