Presidente da CVCV garante que a equipa médica cabo-verdiana estará em Moçambique na próxima semana (c/áudio)

Cidade da Praia, 11 Abr (Inforpress) – O presidente da Cruz Vermelha garantiu hoje que a campanha de mobilização de apoio para ajudar as vitimas do ciclone Idai em Moçambique caminha a “bom ritmo”, afiançando que a equipa médica cabo-verdiana estará em Moçambique na próxima semana.

Arlindo de Carvalho falava em declarações à imprensa, à margem da cerimonia de inauguração da Sede do Conselho Local da Praia e de entrega de batas às crianças do jardim da Cruz Veermelha na Cidade da Praia.

Segundo este responsável, a equipa médica cabo-verdiana não viajou ainda para Moçambique conforme o previsto, devido aos problemas relacionados com o transporte aéreo, a partir de Portugal, explicando neste sentido que Cabo Verde queria aproveitar a possibilidade de enviar equipa juntamente com a de Portugal.

Entretanto, tendo em conta a gravidade da situação, adiantou, o Governo de Cabo Verde já acionou o plano B, ou seja, a referida equipa, constituída por quatro médicos, seis enfermeiros e um psicólogo, viajará no voo comercial para Moçambique, na próxima semana.

“A equipa médica já está montada, já está tudo feito, mas havia um problema com o transporte a partir de Portugal, entretanto, como está a demorar, entendemos acionar o plano B ,que seria o voo comercial e ainda hoje recebi uma informação da parte do presidente da Protecção Civil, confirmando que na próxima semana estarão em Moçambique”, garantiu.

Relativamente à campanha de mobilização de fundos para apoiar as vitimas do ciclone, disse que a resposta dada pelos cabo-verdianos e pelas instituições tem sido “bastante positiva”, ajuntando que o Banco Cabo-verdiano de Negócios (BCN) desencadeou também uma campanha própria para a arrecadação de mais meios.

No entanto, no que se refere a quantia arrecadada, o presidente não precisou o montante concreto que a Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) já conseguiu mobilizar até a presente data, garantindo, contudo, que as contas estão a funcionar e que tudo está a correr na normalidade.

“Vamos trabalhar com os nossos conselhos locais, fazer champanha no terreno através de colocação de caixa de recolha de meio, porque muitas vezes as pessoas têm dificuldades em ir ao banco para fazer depósito, então vamos facilitar a vida dessas pessoas”, realçou, referindo, por outro lado, que a CVCV tem recebido doações de roupas e calçados, uma iniciativa levada a cabo pelos próprios cabo-verdianos.

Arlindo de Carvalho aproveitou a oportunidade para apelar a todos os cabo-verdianos a se unirem e contribuir no envio de apoios a Moçambique, lembrando que a situação vivida naquele país é muito difícil e que requer o envolvimento de todos.

De acordo com os últimos números divulgados pelos governos de Moçambique e Zimbábue, o número de mortes provocadas pelo ciclone Idai, que devastou no passado mês de Março os dois países, está próximo de mil.

Em Moçambique, o ciclone fez 602 mortos e 1.641 feridos e afectou mais de 1,5 milhões de pessoas e segundo o mais recente balanço.


CM/JMV

inforpress/Fim.

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