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Presidente da Cruz Vermelha estranha acusação de sindicato sobre o pagamento integral de salário aos trabalhadores

Cidade da Praia, 07 Jul (Inforpress) – O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde estranhou hoje a acusação do SISTAP, sobre o não pagamento integral de salários dos trabalhadores referentes a Julho, afiançando que a instituição não está a driblar a lei.

Arlindo do Rosário reagia assim, em declarações à Inforpress, às declarações do secretário permanente do Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP) Joaquim Tavares, que esta sexta-feira, em conferência de imprensa, denunciou a instituição pelo não pagamento do salário integral referente ao mês passado.

O responsável começou por explicar que, com a chegada da covid-19 a Cabo Verde, a CVCV teve que, “forçosamente”, suspender a realização dos jogos sociais, principal fonte de receitas, porque não havia condições para a sua realização.

“Tivemos dois meses sem fazer funcionar os jogos e é preciso dizer que o funcionamento da CVCV, ou o que garante a viabilidade dos projectos das acções solidárias e o salário dos seus colaboradores, são os jogos sociais, que contribuem com 96 por cento (%”), referiu, salientando que depois desse período retomaram os jogos sociais, num contexto particularmente difícil, devido a covid-19.

“Eu estranho a posição do sindicato porque a nossa razão de ser é a dignidade humana, nós não temos problemas laborais, nós é que estamos a envidar os esforços para melhorar as condições de vida dos trabalhadores”, declarou.

Explicando o facto de os trabalhadores não terem recebido o salário de mês de Julho a 100%, conforme o SISTAP, Arlindo de Carvalho disse que a Cruz Vermelha solicitou à Direcção-Geral do Trabalho que a considerasse como entidade que ia aderir ao lay off, tendo em conta o contexto da covid-19, uma solicitação que segundo este responsável que foi aceite.

Assim, prosseguiu, com isso o salário dos meses de Maio e Junho foram pagos conforme o regime do lay off, frisando, no entanto, que mesmo durante esse período, a Cruz Vermelha conseguiu pagar os salários dos trabalhadores a 100%.

“O sindicato não diz que mesmo na situação de lay off, os trabalhadores da Cruz vermelha receberam o seu salário a 100%, receberam os 35% da parte do INPS, 35% da CVCV e a Cruz vermelha conseguiu mobilizar, no quadro dos projectos humanitários, os restantes 30%”, afirmou, frisando que a referida instituição respeita os direitos dos trabalhadores.

Entretanto, depois que o Governo decidiu prorrogar a possibilidade de lay off, e analisando a realidade financeira da Cruz Vermelha, o responsável adiantou que neste momento os dados existentes apontam para uma queda de 72% de rendimento, com tendência de agravamento.

Diante deste cenário, Arlindo do Rosário afirmou que a instituição solicitou a prorrogação do lay off, realçando que a CVCV está a trabalhar com a DGCI para viabilizar o pagamento dos 35% junto do INPS.

“Apesar disso, a Cruz Vermelha já pagou aos seus colaboradores 65% do salário, faltando os 35 que serão pagos através da Cruz Vermelha. A CVCV respeita e cumpre rigorosamente com o INPS. Estando nesta situação, acreditamos que, assim como aconteceu anteriormente, vamos compensar 100% do salário”, declarou, asseverando que o processo tem normas e que a parte que falta será paga como feito anteriormente.

Quanto ao silencio da Cruz Vermelha sobre a não implementação e aprovação do PCSS e da actualização da grelha salarial dos trabalhadores, apontado pelo SISCAP, lembrou que foi a actual direcção que manifestou interesse, “retirando da gaveta os documentos com o intuito de trabalhar na melhoria de condições laborais dos trabalhadores”.

“Nós socializamos os documentos com os trabalhadores, os representantes dos sindicatos participaram nos encontros de trabalho, só que em Fevereiro tivemos a covid-19 e tivemos que suspender todas actividades”, asseverou, sem no entanto precisar uma data para a retoma dos trabalhos sobre o PCCS e a grelha salarial.

CM/JMV

Inforpress/Fim.

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