Presidente da CPRSS do PAICV diz que não obstante algumas demissões o órgão tem legitimidade para funcionar

 

Cidade da Praia, 04 Jul (Inforpress) –  O presidente da Comissão Política Regional de Santiago Sul do PAICV (CPRSS), Nelson Centeio disse hoje, que dos 31 membros efectivos da CPRSS apenas seis pediram demissão, o que significa que este órgão “tem legitimidade para funcionar”.

Em conferência de imprensa para reagir à noticia veiculada em alguns órgãos de comunicação social, segundo a qual “a CPRSS caiu”, acusou a líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição), Janira Hopffer Almada, de ter feito “tudo de forma sistemática e meticulosa” para derrubar a Comissão Política Regional de Santiago Sul, órgão que, segundo ele, “foi eleito democraticamente pelos militantes de base do partido com quase 65% dos votos”.

“A minha vitória foi sempre mal digerida por alguns integrantes da actual Direcção Nacional e pela própria presidente do partido”, precisou Nelson Centeio, acrescentando que, ainda na fase da sondagem prévia, que dava vitória à candidatura dele, a presidente do PAICV o chamou ao seu gabinete para lhe pedir no sentido de não se candidatar.

“Foi-me expressamente dito pela presidente que eu não era bem-vindo”, afirmou Centeio, referindo-se à sua candidatura à CPRSS, cuja “principal missão” era a de “lutar para recuperar o respeito e a tolerância entre os militantes” e promover a “coesão e unidade internas”.

Para o primeiro responsável do PAICV na Região Sul de Santiago, a direcção eleita “não tem podido cumprir uma agenda política mínima porque houve sempre interferências subversivas” que levaram a “conflitos que consumiam muito tempo, recursos e paciência para serem geridos e sanados internamente”.

Segundo Centeio, em nome da preservação da imagem do partido, ele e os seus pares optaram pelo “silêncio”, mas que, diante do “comunicado” da Direcção do PAICV de que a CPSS tinha caído, já não poderiam continuar calados.

“O facto é que este anúncio (queda da CPRSS) não corresponde à verdade porque se fundamenta em pressupostos errados que ferem gravemente os princípios e as normas estatutárias, ética da práxis democrática que orientam o PAICV na sua vida interna e na sua relação com a sociedade”, sustentou Nelson Centeio.

Na sua perspectiva, a forma como a presidente do PAICV faz política está a conduzir o partido a uma “divisão interna de graves consequências e um distanciamento cada vez maior da sociedade”.

“Estamos e estaremos sempre interessados e abertos a um diálogo construtivo para sanear o PAICV de comportamentos que lesam todo um património político e uma relação com a sociedade que em grande parte se revê no PAICV”, lançou Nelson Centeio.

LC/FP

Inforpress/Fim

 

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