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Presidente da CPLP apela à União Africana e à CEDEAO para ajudarem Moçambique

Cidade da Praia, 21 Mar (Inforpress) – O presidente em exercício da CPLP, Jorge Carlos Fonseca, apelou aos presidentes da CEDEAO e da União Africana, respectivamente, para ajudarem as autoridades moçambicanas neste momento de “grande tragédia” para o país.

O chefe de Estado cabo-verdiano diz-se “comovido e preocupado” com a situação por que passa Moçambique neste momento, em que o país foi assolado por um ciclone tropical.

Em mensagem dirigida ao seu homólogo Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, Presidente do Egipto e Presidente da União Africana, o chefe de Estado cabo-verdiano, na qualidade de presidente em exercício da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), pediu à UA a prosseguir com os “esforços já consentidos”, através de ajuda já enviada, e, ao mesmo tempo, apelou à “intensificação” de contactos diplomáticos com os governos de países membros da organização continental  a solidarizarem-se como Moçambique.

Jorge Carlos Fonseca endereçou uma outra mensagem do mesmo teor ao Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, que é igualmente presidente em exercício da Comunidade Económica para o Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a quem solicita apoio de solidariedade para com Moçambique.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou na terça-feira que mais de 200 pessoas morreram e 350 mil “estão em situação de risco”, tendo decretado o estado de emergência nacional.

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na quinta-feira à noite, deixando os cerca de 500 mil residentes sem energia e linhas de comunicação.

A Cruz Vermelha Internacional indicou na terça-feira que pelo menos 400 mil pessoas estão desalojadas na Beira, em consequência do ciclone, considerando tratar-se da “pior crise” do género no país.

No Zimbabué, foram contabilizados mais de 100 mortos e mais de 200 feridos, com as estimativas a apontarem para mais de 500 desaparecidos, enquanto no Malawi as únicas estimativas conhecidas apontam para pelo menos 56 mortos e 577 feridos.

LC/AA

Inforpress/Fim

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