Presidente da CPI sobre Novo Banco garante que tudo vai ser feito para que resultados sejam esclarecedores

 

Cidade da Praia, 10 Jul (Inforpress) – O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Novo Banco, Manuel Inocêncio Sousa garantiu hoje que a comissão, criada a pedido do PAICV (oposição) vai fazer de tudo para que os resultados sejam esclarecedores.

Manuel Inocêncio Sousa falava aos jornalistas no final da primeira audição realizada hoje com Paulo Soares, o ex-presidente do conselho de administração da Imobiliária Fundiária Habitat (IFH), que era uma das accionistas do Novo Banco, agora extinto.

“Nós elencamos um grande grupo de personalidades que entendemos, podem contribuir para o esclarecimento cabal da questão da criação, gestão e resolução do Novo Banco. São 27 audições que nós temos previsto neste processo e onde estão incluídos ex-gestores do Novo Banco e os ex-gestores das empresas participantes do capital do Novo Banco” disse.

Para além desse rol de entidades estão também convocadas para as audições que vão decorrer ao longo desta semana, o antigo e o actual governador do Banco de Cabo Verde (BCV), a ex-ministra das Finanças e o actual ministro das Finanças.

“Portanto são todos aqueles que possam ter informações relevantes para o apuramento da situação, objectivo de todo o processo do Novo Banco desde a sua constituição até a sua resolução” disse adiantando que o objectivo é recolher toda a informação possível.

Antes de começar as audições a CPI solicitou às instituições toda a documentação relativa ao processo do Novo Banco, que está neste momento na posse dos membros da comissão de inquérito.

Para além de Paulo Soares foi também ouvido hoje o ex-presidente do conselho de administração da Caixa Económica de Cabo Verde (CECV).

Nesta terça-feira, 11, vão ser ouvidos o ex-presidente do conselho de administração dos Correios de Cabo Verde, Atelano Fonseca, e o ex-administrador executivo do Novo Banco, Péricles Silva.

No mês de Março, o BCV anunciou a medida de resolução que decretou ao Novo Banco, que consistiu na alienação parcial das suas actividades e da maior parte dos seus activos e passivos à Caixa Económica de Cabo Verde (CECV).

Eram accionistas do Novo Banco, o Estado de Cabo Verde que tinha uma participação de 42,33%, o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) com 28,28%, a com CECV 11,76%, os Correios de Cabo Verde com 7,35%, a Imobiliária Fundiária e Habitat (IFH) com 7,35% e o Banco Português de Gestão com 2,94%.

MJB/FP

Inforpress/fim

 

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