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Presidente da Bolsa de Valores quer um mercado de capitais sustentável, atractivo e acessível (c/áudio)

Cidade da Praia, 24 Mai (Inforpress) – O presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC), Miguel Monteiro, disse que hoje que a nova administração que lidera, quer um mercado de capitais sustentável, atractivo e acessível a todos os agentes económicos.

Em entrevista à Inforpress, Miguel Monteiro, que está no cargo de presidente do conselho de administração da BVC desde 01 de Março de 2021, salientou que o que se pretende é ter a bolsa como uma alternativa concreta e real para o financiamento e como investimento na economia cabo-verdiana.

Para já adiantou que a instituição contratualizou um parceiro para fazer um plano estratégico para os próximos cinco anos (2021 a 2025), e que envolve todos os ‘stakeholders’.

Igualmente indicou que já foram dados passos, aliás um processo que já vinha da gestão anterior, no sentido de ter um donativo por parte do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) para a criação de ‘master plan’ para todo o mercado de capitais, incluindo todos os interlocutores.

“A ideia deste ‘master plan’ é que esteja alinhado, seja com a agenda 2030 do Governo, seja com a agenda 2063 relativamente a transformação de África, isto levando em conta os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que a ONU estabeleceu”, sustentou.

Segundo Miguel Monteiro, a Bolsa de Valores de Cabo Verde está no processo para a sua integração no Mercado de Capitais da África Ocidental (WACMIC – na sigla inglesa).

“Quanto falamos de integração estamos a falar que, por exemplo, um investidor do Gana ou da Nigéria possa investir aqui através da bolsa directamente, ou um investidor aqui de Cabo Verde possa investir directamente na bolsa do Gana e Nigéria e isso seja feito da forma mais fluida possível”, explicou.

Segundo disse, neste momento está-se a preparar uma reunião que terá no mês de Junho no Gana, durante a qual estarão em discussão aspectos relacionados, como por exemplo, com a harmonização da tributação nos diferentes países por forma a evitar fuga ou concentração de investimentos em alguns países em detrimento de outros.

Outro grande projecto apontado pelo presidente da BVC, e que está a ser desenvolvido em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), é o Blue-X, uma plataforma a nível mundial, exclusivamente dedicada a instrumentos financeiros sustentáveis ligados à economia azul.

“Neste caso concreto o que nós queremos é que Blue-X seja uma plataforma que sirva não só para Cabo Verde como para toda a região. Já, inclusivamente, obtivemos contactos dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento que já mostraram interesse em saber em concreto o que é a Blue-X, porque sendo pequenos estados insulares naturalmente que gostariam de saber como é que poderão obter e financiar questões relacionadas com a economia azul”, anunciou.

Este projecto deve estar concluído até ao final do ano de 2021 e, segundo Miguel Monteiro, será a grande bandeira da administração neste ano de 2021.

A curto prazo apontou para uma agenda de aproximação às empresas, aos municípios e às organizações não-governamentais (ONG), por forma a alargar o mercado obrigacionista.

“Já há uma experiência que aconteceu no passado, relativamente aos municípios que recorreram à bolsa para se financiar. Nesse caso concreto temos a Praia e a ilha do Sal”, precisou.

“Agora estamos a fazer contactos com outras câmaras municipais no sentido de conhecer os seus projectos, saber se esses projectos poderão ser financiados através da bolsa”, explicou adiantando que já na segunda quinzena de Junho será realizada uma visita ao município de São Filipe, na ilha do Fogo, para conversação.

Para além dos municípios, a BVC está também a contactar as ONG e as empresas que podem também recorrer à bolsa para obter financiamento.

“Aquilo que queremos é mostrar que há uma alternativa concreta, que efectivamente muitas vezes não se recorre por falta de conhecimento”, disse.

Outros projectos passam pela aceleração digital da bolsa por forma a que os investidores e os próprios emitentes possam aceder aos instrumentos da bolsa de forma mais fácil e que permita fazer um acompanhamento mais contínuo dos investimentos e permita à bolsa chegar a mais pessoas, mais investidores e mais financiadores para mais dinâmica bolsista.

Ainda este ano a BCV deve concluir a entrada da Cabo Verde Telecom para o mercado secundário (o mercado das acções) e entre os meses de Junho e Julho conta fazer quatros emissões corporate, entre empresas públicas, privadas e ONG.

Fundada a 11 de Maio de 1998, por decisão governamental, a BVC é a entidade gestora do Mercado de Valores Mobiliários e dos Sistemas Centralizados e de Liquidação.

MJB/CP

Inforpress/fim

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