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Presidente da Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro reclama falta de espaços “mais dignos” (c/áudio)

Cidade da Praia, 07 Jul (Inforpress) – A presidente da Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro (ACLCC), Cornélia Pereira, disse hoje que a associação funciona em espaços “poucos dignos”, apesar do trabalho que vêm fazendo em prol da saúde dos cabo-verdianos.

A Boa Vista é o palco principal das actividades que a ACLCC programou para este mês, no quadro do seu 14º aniversário, e, segundo a sua presidente, querem fazer o maior número possível de rastreios, porque, revelou, de acordo com os profissionais de saúde da ilha, hoje, há cada vez mais jovens a serem atingidos pelo cancro.

Cornélia Pereira, que falava em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, informou que, durante a estada na ilha das dunas, pretendem rastrear 220 mulheres, na vertente do colo uterino e igual número na da mama, entre a faixa etária dos 25 aos 60 anos.

Em relação ao cancro da próstata, prevêem rastrear entre 100 e 150 homens, a partir dos 40 anos, abarcando toda a ilha da Boa Vista.

“Neste momento, está-se a fazer uma forte campanha de sensibilização, porque, como se sabe, os homens  são mais  resistentes em relação à adesão aos rastreios do que as mulheres”, assegurou.

Segundo esta responsável, vai estar na Boa Vista, de 10 a 16 de Julho uma equipa constituída pelo médico em saúde pública, José da Rosa, o urologista Benvindo Lopes, a patologista Vanulda Mendes e contam com o staff local.

Paralelamente aos rastreios, indicou a presidentes da ACLCC, vão ser proferidas palestras pelos voluntários da associação, a fim de sensibilizar as pessoas para a gravidade da doença, que já é a segunda causa de morte no País.

Instada sobre o balanço que faz dos 14 anos da existência da ACLCC, assegurou que o ‘feedback’ por parte da população é que a associação vem fazendo um “grande trabalho juntos das comunidades”.

“Podemos dizer que temos uma sociedade mais informada, mais sensibilizada e mais educada sobre a questão dos cancros”, indicou Cornélia Pereira, acrescentando que, ao longos dos anos, o trabalho que a associação vem fazendo é “despir as pessoas dos preconceitos à volta da doença.

A presidente da ACLCC admitiu que, apesar de a população considerar “positivo” o trabalho desenvolvido até agora, a organização enfrenta o problema de um “espaço mais condigno” para o seu funcionamento.

“Temos voluntários que nos querem apoiar, mas não dispomos de um espaço”, lamentou, concluindo que esta situação acaba desmotiva-los.

Na sua perspectiva, a associação tem que ser vista com um outro olhar, quer da parte do poder central, quer da parte do poder local.

“Os profissionais de saúde têm que se sentir motivados para darem apoio à associação nesta ou naquela áerea”, comentou, esperando que este ano consigam dispor de um “espaço condigno”.

Neste momento, conforme  realçou Cornélia Pereira, os sócios da associação pagam uma quota de 250 escudos mensais, o que é manifestamente insuficiente para suportar os custos de funcionamento.

Têm contado com algum apoio de parceiros,  como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a CVTelecom.

LC/CP

Inforpress/Fim

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