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Presidente da Acrides defende reestruturação da política da protecção da infância em Cabo Verde

Cidade da Praia, 04 Jun (Inforpress) – A presidente da Associação das Crianças Desfavorecidas (Acrides), Lourença Tavares, defendeu hoje a reestruturação da política de protecção da infância em Cabo Verde e apelou ao ICCA a engajar-se mais nas acções da sociedade civil.

Lourença Tavares falava aos jornalistas durante um evento na Cidade da Praia, promovido pela Rede Nacional de Combate e Prevenção contra o Abuso e Exploração Sexual de Menores, para assinalar o Dia Nacional de Combate e Prevenção ao abuso e Exploração Sexual de Menores institucionalizado no ano passado pelo Parlamento.

Um evento marcado pela ausência do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), entidade responsável pela implementação das políticas públicas, e que lamentado e criticado por Lourença Tavares, que adiantou que os parceiros internacionais ainda não sentiram o engajamento do ICCA nessa rede nacional.

“Não vale a pena mandar uma psicóloga para a formação, não é suficiente. Nós queremos sentir o ICCA. Estamos a preparar uma campanha. Queríamos sentir o ICCA nessa campanha. Queremos sentir como sociedade civil e ter também o abraço do Estado que é responsável e isto motiva-nos muito mais”, disse.

Lourença Tavares indicou que a Acrides e as outras entidades da sociedade civil já têm capacidade de mobilização de recursos e questionou porque não juntarem e colocarem a criança no centro das políticas da protecção.

“Nós não queremos uma rede politizada. Já dissemos à presidente do ICCA que não queremos os comités municipais, porque um comité municipal é político. Nós queremos redes locais com pessoas sensíveis à causa, que amam as crianças, que queiram proteger as crianças para poderem denunciar e contribuir”, disse.

Confrontada com essa questão a presidente do ICCA, Maria José Alfama, disse que a instituição não é a favor a centralização das actividades, e adiantou que a data está a ser assinalada por dezenas de actividades desenvolvidas por diversas instituições em várias partes do país.

“Quantas mais actividades podermos fazer no âmbito da prevenção melhor. Nós estamos a realizar actividades e vamos também passar nas actividades que estão a ser realizadas pela Acrides e nas demais instituições”, disse em conversa com os jornalistas à margem do lançamento do guia para a cobertura jornalística na prevenção e combate à violência sexual contra crianças e adolescentes.

Maria José Alfama explicou que o ICCA está a trabalhar de forma articulada com as 17 instituições que trabalham em conjunto com o Instituto no combate a esse mal social que vem afectando a sociedade cabo-verdiana.

“Temos estado de três em três meses a chamar as instituições e cada um fazendo o seu trabalho e respeitando e pautando pelo plano nacional de luta contra o abuso e exploração sexual, com articulação sim, é e isso que estamos a fazer”, disse.

A Rede Nacional de Combate e Prevenção ao abuso e Exploração Sexual de Menores é uma instituição filiada à Associação – Coalização Cabo-verdiana dos Direitos da Criança, oficializada em Dezembro de 2017 e que tem como parceiros de referencia da ECPAT Luxembourg, ECPAT Brasil, a Acrides, o ICCA, a embaixada dos Estados Unidos em Cabo Verde, entre outros.

MJB/CP

Inforpress/fim

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