Presidente da CCS defende retirada “sem qualquer reserva” do artigo 110º da Constituição

Cidade da Praia, 22 Set (Inforpress) – O presidente da Câmara de Comércio de Sotavento (CCS), Marcos Rodrigues, defendeu hoje a retirada do artigo 110 da Constituição da República para que a diáspora cabo-verdiana “possa realmente contribuir” no desenvolvimento de Cabo Verde.

O empresário defendeu esta posição durante a sua intervenção na cerimónia de abertura da primeira edição da feira de empresas e empresários checos e cabo-verdianos, que arrancou hoje na Cidade da Praia e termina no sábado, 24.

O artigo 110º da Constituição indica que “só pode ser eleito Presidente da República o cidadão eleitor cabo-verdiano de origem, que não possua outra nacionalidade, maior de trinta e cinco anos à data da candidatura e que, nos três anos imediatamente anteriores àquela data tenha tido residência permanente no território nacional”.

Marcos Rodrigues considerou que a feira representa uma oportunidade de se conhecer melhor aquilo que a diáspora pode fazer por Cabo Verde, realçando que o evento é um sinal, caso houver condições objectivas, que irá impulsionar o desenvolvimento do país.

O presidente da CCS destacou a importância de Cabo Verde acolher iniciativas do género para continuar o seu processo de desenvolvimento, anotando que a diáspora cabo-verdiana tem um “papel importante” neste processo.

“A diáspora cabo-verdiana no fundo é importante como força impulsionadora do desenvolvimento social e económico de Cabo Verde e é um dos pilares essenciais da identidade cabo-verdiana. A diáspora foi e tem sido a porta de abertura de Cabo Verde para o mundo dessa diáspora”, advogou.

O empresário ressalvou que a diáspora precisa de uma integração plena para ajudar Cabo Verde nesta transformação, tendo neste sentido apelado que o artigo 110 seja banido, “sem qualquer reserva”, por forma a criar condições para que os cabo-verdianos residentes fora do país possam dar o seu contributo no processo de desenvolvimento nacional.

“Está na hora de começarmos a ver esta mancha da diáspora que é mais de um milhão que podem realmente contribuir seriamente no desenvolvimento de Cabo Verde”, concluiu.

A primeira edição da feira de negócios checa e cabo-verdiana tem como lema “Cabo Verde como a porta dos empresários checos a África” e visa reunir empresas e empresários de alto nível do mercado checo e cabo-verdiano com interesse em investir nos respectivos países.

O evento conta com a presença de fabricantes checos de bombas de calor, condensadores, água de nascente embalada, vitaminas e moda feminina, e empresas ligadas a imóveis, construção civil, saúde, educação, finanças e outras áreas.

A feira conta com apoio de parceiros institucionais como as câmaras de comércio de Barlavento e Sotavento, Câmara Municipal da Praia, Cabo Verde TradeInvest, Feira Internacional de Cabo Verde (FIC), Câmara de Comércio da República Checa, e demais instituições.

CM/CP

Inforpress/Fim

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