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Presidente cabo-verdiano insta guineenses a procurarem solução para a Guiné-Bissau (c/vídeo)

Cidade da Praia, 13 Mar (Inforpress) – O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, disse hoje na cidade da Praia que cabe aos guineenses trabalharem para encontrar a solução para a resolução do impasse político pelo qual passa o país.

Jorge Carlos Fonseca, que deu no final de tarde uma conferência de imprensa, afirmou que sempre achou que, para além do papel que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), as Nações Unidas (ONU) e a União Africana (UA) possam e devam desempenhar para uma solução política na GB, “também os guineenses devem trabalhar para que se encontre uma solução”.

“Há uma responsabilidade dos guineenses, das suas instituições e dos seus responsáveis políticos. Há coisas que não devem ser delegadas para as organizações. A solução é meio plástica, todos os dias temos dados, ouvimos coisas novas, vamos acompanhando, vamos ouvindo, trocando impressões e ver no momento certo o que podemos dizer, como podemos reagir da forma mais certeira possível no xadrez que não é nada possível”, afirmou.

Para Jorge Carlos Fonseca, a situação da GB é “muito complexa”, de tal forma complexa que tem implicado posições diferenciadas dos actores políticos na Guiné-Bissau, mas também dos observadores e das organizações internacionais.

“Eu, pessoalmente, como Presidente de Cabo Verde e da CPLP, tenho procurado não me desdobrar em muitas declarações para não complicar (…) Até porque, digamos, com um clima de tensão política e social na Guiné-Bissau há uma situação de desavença entre actores políticos, às vezes uma declaração, mesmo que bem-intencionada, pode suscitar interpretações, especulações, que às vezes não correspondem à realidade dos factos”, frisou.

Segundo avançou, a CEDEAO, neste momento, estará em processo de contacto e consultas para se encontrar a melhor solução.

“Em tese, o que nós gostaríamos de ver na Guiné-Bissau, o que não é fácil neste momento, é que a solução que fosse encontrada se traduzisse neste facto: apurar-se de facto quem foi eleito Presidente e essa pessoa exercer essas funções por um processo legitimado, de acordo com a Constituição”, afirmou.

Jorge Carlos Fonseca manifestou também o desejo de ver as instituições da Guiné-Bissau a acertar o passo e chegar a uma solução consensual se possível.

GSF/JMV

Inforpress/Fim

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