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Presidencias’2021: Casimiro de Pina defende melhoria da cultura política em Cabo Verde

Cidade da Praia, 11 Out (Inforpress) – O candidato às eleições presidenciais de 17 de Outubro Casimiro de Pina defendeu, domingo, uma maior cultura política em Cabo Verde alegando que este é o sentimento de responsabilidade que falta aos políticos e aos órgãos de soberania.

O candidato manifestou essa preocupação durante o último debate destas eleições presidenciais, promovido pela Rádio e Televisão públicas, salientando que a classe política no país é ainda orientada com uma visão “retrograda”.

“É uma visão pouco amiga da Constituição da República e volto a dizer que a democracia no sentido constitucional é gerida por três pilares: económico, jurídico constitucional e cultura política”, afirmou, chamando a atenção dos candidatos sobre estes princípios.

Aliás, no que se refere a estes princípios, Casimiro de Pina confrontou o candidato José Maria Neves com decisões tomadas, enquanto primeiro-ministro, que não permitiam que alunas grávidas frequentassem a escola, afirmando que esta decisão não é “minimamente constitucional”, assim como pediu ao candidato Carlos Veiga explicações sobre a origem do dinheiro que está sendo gasto na campanha.

Enquanto Presidente da República afirmou que será um promotor de “ecologias de ideias” por um maior respeito e defesa da Constituição, o livro magno onde o povo cabo-verdiano deve ver reflectido os seus direitos, aspirações e conquistas.

“Os países que avançam são aqueles que adoptam boas ideias e boas instituições”, realçou, sustentando que em Cabo Verde uma das medidas a ter em conta, após a covid-19, é dinamizar o tecido económico.

Neste sector, admitiu que o Presidente da República tem um “papel chave” na atracção de investimentos externos e na propagação de “boas ideias” quanto ao modelo económico.

Em relação à política internacional, Casimiro de Pina advogou que o presidente deve tutelar os interesses permanentes e consensuais do Estado, pelo que este, conforme disse, representa interna e externamente a República, aclarando que um presidente não deve ser uma “voz do Governo, mas sim um porta voz da República e do Estado cabo-verdiano”.

No que respeita a CEDEAO, afirmou que a sua visão quanto a esta instituição vai ao encontro das relações excelentes, tanto a nível político, como de vizinhança e de respeito em relação aos outros países.

Defendeu ainda que Cabo Verde deve ter uma relação privilegiada com as democracias e deve, sobretudo, velar, em termos de política internacional, pelo respeito dos direitos universais, dos direitos da pessoa humana e os grandes valores da civilização.

Às presidenciais do dia 17 de Outubro, nos dois círculos eleitorais, nacional e estrangeiro, concorrem sete candidatos: Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca, à primeira volta para um segundo mandato, com 74% dos votos.

PC/CP

Inforpress/Fim

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