Presidenciais´2021: Transportes são mais um “sintoma de um País que não está verdadeiramente independente” – Gilson Alves

Tarrafal, São Nicolau, 07 Out (Inforpress) – O candidato às eleições presidenciais de 17 de Outubro, Gilson Alves, considerou hoje que a situação dos transportes é mais um “sintoma de um País que está doente e não está verdadeiramente independente”. 

Alves voltou a colocar o dedo na ferida dos transportes, no cais do Tarrafal, em São Nicolau, após passar cerca de seis horas e meia numa viagem de barco entre São Vicente e São Nicolau, mas que, antes, fora também marcada por um atraso de cerca de três horas. O navio que deveria sair às 16:30 e só saiu às 19:00 do cais do Porto Grande, no Mindelo. 

“Somos simplesmente mais alguns cabo-verdianos, que passam por esta situação recorrente e sem nenhuma satisfação da companhia”, criticou Gilson Alves, referindo-se à concessionária Cabo Verde Interilhas (CV Interilhas) que, como disse, deixou grávidas, pessoas doentes, pessoas de pé, sem “nenhuma explicação oficial”. 

É uma situação “péssima” para uma empresa que tem uma concessão de 20 anos e ainda recebe subsídios do Estado. 

“Acho que isso é mais um sintoma de um País que está doente e de um País que não é verdadeiramente independente”, lançou, acrescentando que a CV Interilhas “não é uma empresa verdadeiramente cabo-verdiana e ainda, por cima, os cabo-verdianos têm de pagar pelo serviço”. 

Daí, entender que “se houvesse um Presidente autoritário, os barcos iriam andar na hora” e, caso for, nacionalizava-se a empresa, “sem nenhuma indemnização”, já que o que está sendo feito é uma “grande falta de respeito”. 

Gilson Alves disse sentir-se prejudicado, quando a sua intenção era usar os transportes marítimos como exemplo de uma “campanha barata” e num trajecto que é feito pela maioria dos cabo-verdianos. 

“Queríamos fazê-lo, mas, é impossível. Mas, prefiro que seja assim e que chamemos atenção para uma situação catastrófica dos transportes inter-ilhas, do que fazer uma campanha perfeita. Vamos fazê-lo, dentro dos possíveis, desta mesma maneira”, sentenciou, lamentando não poder fazer acções de campanha na Brava e no Maio pelos mesmos motivos. 

Depois de cerca de uma hora e meia no cais do Tarrafal, São Nicolau, Gilson Alves seguiu viagem, por volta das 02:20 da madrugada para o Sal, onde também terá uma permanência de cerca de duas horas, antes de aportar no Porto de Sal-Rei, na Boa Vista.  

De seguida será a vez de Santiago, neste périplo de três dias para abarcar quatro ilhas.   

Nas presidenciais do dia 17 de Outubro, nos dois círculos eleitorais, nacional e estrangeiro, concorrem sete candidatos: Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro. 

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta para um segundo mandato, com 74% dos votos. 

LN/HF

Inforpress/Fim

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